A Comissão Processante aberta na Câmara Municipal deverá indicar, na terça-feira, o arquivamento do processo de cassação que tramita contra o vereador Marcelo Mambrini (PMN). O presidente, Rui Engrácia (PSDB), e o terceiro membro, Marcelo Caleiro (PMDB), decidiram absolver Mambrini.
Engrácia e Caleiro entenderam que a denúncia da ex-assessora de Mambrini, Lara Cristina Rodrigues, de que o vereador pegava para si metade de seu salário, não era sustentada pelas provas apresentadas: um vídeo, que comprovaria a partilha, e extratos bancários com o registro de três depósitos de R$ 420 feitos por Mambrini, que seriam, segundo ela, uma espécie de “cale a boca”.
O único voto em contrário foi de Gilson Pelizaro (PT), que queria prosseguir com as apurações. Para ele, as evidências são muitas e a investigação não deveria parar. “Tem evidências que caracterizam a quebra de decoro parlamentar. Fui voto vencido e agora farei um parecer à parte”, disse.
Já Mambrini disse que “foi feita Justiça” e que, agora, torcerá para que o plenário mantenha o arquivamento indicado pela Comissão Processante. “Foram observados os termos que minha defesa contém e as contradições e mentiras que existem na denúncia”, disse.
Em seguida, Mambrini alfinetou Pelizaro. “Eu não estava na legislatura passada, mas a história aponta que o posicionamento do vereador Gilson Pelizaro tem mudado nos últimos tempos sobre solicitações de investigações, comissões e coisas que o valha”.
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