Lavrador é preso acusado de matar aposentada de 79 anos


| Tempo de leitura: 2 min
Preso ontem à tarde, EFS (ao centro) foi conduzido à delegacia por investigadores da DIG: lavrador alegou ser inocente e que considerava a vítima como uma mãe
Preso ontem à tarde, EFS (ao centro) foi conduzido à delegacia por investigadores da DIG: lavrador alegou ser inocente e que considerava a vítima como uma mãe
Depois de mais um dia carpindo cana na roça, EFS entrou em um ônibus “pau-de-arara”, ontem à tarde, para voltar para casa. Pretendia tomar um banho e comer alguma coisa. Não teve tempo. No meio da rodovia, o veículo foi interceptado por uma viatura da DIG. Investigadores entraram. EFS se levantou e perguntou se era ele que os policiais queriam. Era. O lavrador teve a prisão temporária decretada pela Justiça por suposto envolvimento em latrocínio. Ele e uma comparsa teriam matado uma idosa de 79 anos. Pretendiam roubar para saldar dívida com um traficante. EFS, 37, é acusado de ter matado a aposentada Laércia da Silveira Felício, 79, com golpes de martelo e de chaves de roda. O crime aconteceu no dia 11 e chocou São José da Bela Vista. A vítima morava sozinha e foi encontrada no fim da tarde por um neto, que desconfiou de seu sumiço, e resolveu arrombar a porta. Pouco depois da descoberta do cadáver, a polícia prendeu DSN, 24. Ela confessou o assassinato e delatou o lavrador. Na madrugada seguinte, a criminosa voltou atrás em seu depoimento e inocentou EFS, alegando que teria agido sozinha. Diante do recuo, o companheiro se livrou da cadeia. A polícia não se deu por convencida e continuou investigando o caso por meio da equipe de homicídios da DIG. “No dia dos fatos, estivemos no local e tudo indicava que o crime não poderia ter sido cometido apenas por uma pessoa, principalmente, sendo uma mulher”, revelou o investigador Wellington Amato. Na semana passada, DSN foi retirada do presídio feminino de Batatais e conduzida à delegacia para novo depoimento. “Na presença de um advogado, ela disse que gostaria de falar a verdade e confirmou que o EFS ajudou-a a matar. Ela tinha uma dívida com um traficante e pediu para que ele ajudasse a pegar o dinheiro. Sabiam que a vítima havia recebido aluguéis e a aposentadoria”. Responsável pela condução do inquérito que apura a autoria do latrocínio, o delegado Márcio Garcia Murari afirmou que, além da confissão consistente da mulher, relatos de uma testemunha que teria avistado a dupla entrando na casa da vítima também incriminam o lavrador. Com base nas informações apuradas pela polícia, a Justiça decretou a prisão temporária do acusado por 30 dias. Na tarde de ontem, os investigadores Amato, Lucas e Régis prenderam EFS. Entrevistado pelo Comércio, o lavrador alegou inocência. Referiu-se à vítima como madrinha e disse que está com a consciência tranqüila. “Minha madrinha era como uma mãe para mim. Não fiz esta maldade que estão falando. Não sei por que a DSN está me acusando. Ela sabe que eu sempre estava na casa da madrinha. Creio em Deus que a verdade vai aparecer”. A polícia pretende fazer uma acareação entre os acusados e também a reconstituição do crime para esclarecer de vez quem está falando a verdade.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários