Como incentivar o hábito de ler


| Tempo de leitura: 2 min
Sem dúvida nenhuma, filhos de pais que se dão ao salutar hábito de leitura constante têm muito mais probabilidade de se tornarem futuros leitores. Ainda mais, se além do exemplo, for oferecida à criança a possibilidade de manusear livros, como se fosse um brinquedo apenas. Isso até mesmo antes da alfabetização. Claro está que essa atividade lúdica deve ser feita através daqueles livretos de páginas plastificadas, contendo várias ilustrações para despertar o interesse e algumas poucas frases. Qualquer criança gosta de olhar as figuras e, muito mais, que algum adulto leia para ela as legendas explicativas. Com o tempo, passam a fazer de conta que estão lendo. Depois de alfabetizada, a possibilidade de continuar lendo sozinha é muito grande. A escola, por sua vez, precisa ser um centro natural de difusão pelo gosto da leitura. Para que isso ocorra a contento, o professor precisa ser, antes de qualquer coisa, um leitor contumaz. Não importa a área ou disciplina de atuação. O importante é que seja por excelência um modelo a ser seguido pelos alunos. Mas o que se vê hoje é bem o contrário! De outra parte, a leitura deve ser realizada quase que exclusivamente no ambiente escolar, na própria sala de aula. Só que o docente precisa saber criar o momento propício, oferecendo o livro original. Nada de usar trechos inseridos no material didático. Provocar o debate instantâneo e constante sobre o conteúdo lido. Isso mostra facetas escondidas na própria história, que passariam despercebidas ao leitor menos acostumado. Da leitura e conseqüente discussão sobre o conteúdo do livro, chega-se ao ato de escrever sobre o que leu. Pois o prazer pela literatura só se torna possível através da leitura despretensiosa, sem cobrança sobre as características físicas ou da personalidade do protagonista de uma obra, mas com o texto levando à criação escrita de outro. O jornal também pode ser transformado numa ferramenta para incentivar o hábito de ler. E nem precisa ser oferecido um exemplar do dia a cada estudante. Basta o professor formar grupos de três alunos. Estipular um dia da semana para que o trio compre o Comércio. Recorta-se o jornal, separando os assuntos, para que o conteúdo seja lido para a classe pela equipe. Sendo que dois serão os apresentadores do jornal e um terceiro faz comentários das notícias mais importantes. Essa experiência de jornal na sala de aula pode ser repetida semanalmente, fazendo o rodízio de apresentadores. Esse tipo de leitura combate a inibição daqueles que não gostam de ler em público. ANTÔNIO ARAÚJO é professor. E-mail: tonin.palavras@uol. com.br

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários