Se você tem um Fusca, um Gol, uma Parati ou um Uno, cuidado: você tem mais chances que os demais proprietários de veículos de ficar sem eles. Dados da Polícia Civil revelam que, de um total de 613 veículos furtados ou roubados em Franca no ano passado, esses quatro modelos lideram as ocorrências. O motivo da “preferência”, segundo o delegado Eduardo Lopes Bomfim, seriam as peças, bastante procuradas em desmanches e ferros-velhos.
Na maioria dos casos registrados na cidade, no entanto, não houve uso de violência. Foram 569 furtos contra 44 roubos. A polícia não tem os números exatos sobre as marcas mais visadas no ano passado, mas Gol, Uno, Parati e Fusca lideram. “Esses veículos, fabricados antes do ano de 2003, têm as peças muito procuradas”, completou o delegado Daniel Radaelli, responsável pelo Sinpol (Setor de Inteligência da Polícia Civil).
O delegado Marcelo Caleiro, da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), acrescenta ainda à lista dos mais furtados o Monza. “Antigamente, caminhonetes e Brasílias estavam entre as preferidas dos bandidos. Hoje, além dos veículos citados, o Monza também está muito visado”.
Apesar da incidência de crimes desta natureza ser considerada alta, o número total de furtos e roubos, fornecido pela Secretaria de Segurança Pública, é 12,67% menor do que os casos registrados em 2006, quando a polícia registrou 702 ocorrências.
RANKING
O número de ocorrências coloca a cidade como a 62ª com maior número de furtos e roubos de veículos no Estado de São Paulo, com uma média de 184,58 veículos para cada 100 mil habitantes. Além de Franca, apenas Batatais, por ter mais de 50 mil habitantes, entra na lista das cidades onde é possível se fazer tal média. Lá, a média é de 100,64 carros roubados ou furtados para cada 100 mil habitantes, o que coloca a cidade na posição de número 92.
Na região, atrás de Franca, aparece Batatais, com 58 ocorrências em 2007, seguida por Cristais Paulista, com 15 veículos roubados ou furtados no ano passado, e Patrocínio Paulista, onde oito proprietários foram vítimas e ficaram sem seus veículos. Na contramão, aparecem Rifaina, com apenas um veículo, seguida por Ribeirão Corrente e São José da Bela Vista, onde foram registradas duas ocorrências durante todo o ano. Já em Itirapuã foram três casos.
SEM SEGURO
Para as corretoras de seguros ouvidas pela reportagem, porém, os dados revelados pela Polícia Civil não influenciam no valor do seguro desses veículos. Segundo a corretora Céris Melo, há outros carros mais em evidência, que tiveram reajuste de até 80% no valor da apólice nos últimos anos. “Os preços de seguros do Golf, Vectra, Astra, Audi e da Parati aumentaram bastante por causa dos roubos, algo em torno de 50% a 80% em relação à época em que eles não estavam tanto na mídia”.
No caso de alguns dos veículos citados pela Polícia Civil, como o Fusca, comenta Céris, não é possível nem mesmo fazer o seguro, por causa de inviabilidade. “O preço cobrado não compensaria o custo da troca de peças”.
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