Como afundar uma paquera


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Depois de uma semana recebendo olhares de um paquera no intervalo das aulas na faculdade, o belo e formoso resolve, finalmente, se aproximar de você com aquele olhar de galã de quinta categoria. A passos lentos e desconcertados, ele vai chegando. A aproximação é tensa. Frente a frente, ele pára e dispara: “Oi, seu pai é borracheiro? É que você é uma graxinha!”. Acabou, amiga. Desista desse sujeito enquanto pode. Alguém que fala uma pérola dessa para outra pessoa não merece misericórdia. Brincadeiras à parte, na hora de conquistar, o lero-lero bem aplicado é meio caminho para o sucesso. Mas isso é tarefa para poucos. O mais comum é ouvir um monte de bobagens, frases feitas e até palavrões que desanimam e espantam qualquer um. Quem sai para curtir a noite sabe bem o que é isso. Cantadas furadas ou situações indesejáveis, no entanto, estão longe de ser coisa exclusivamente de homem, pois tem muita mulher arriscando um flerte que, fatalmente, dá em nada. O estudante Marcos Donizette Alves Júnior, 15, sabe bem o que é isso. Ele estava curtindo um show com os amigos quando foi surpreendido por uma garota que o estava paquerando. Bêbada, ela derramou cerveja em sua roupa e ficou grudada nele. “Durante o show ela ainda passou mal e vomitou nos meus pés. Foi horrível. Não satisfeita, a menina ainda me chamou para ficar. Eu até estava a fim dela, mas senti nojo e não tive coragem. Nunca mais nos vimos”. Além de frases nada criativas, há quem apele para os esbarrões ou empurrões como forma de abordar alguém durante um encontro. Seja sem querer ou propositalmente, essas atitudes muitas vezes não dão o resultado que se espera. Para dar certo mesmo, o “xaveco” precisa ser bem elaborado. O estudante Ricardo Delgado, 21, utilizou da velha tática do falar ao “pé do ouvido” na hora de conquistar sua atual namorada, Gislaine Venâncio, 18. No lugar de dizer o que todo mundo diz, ele preferiu se apresentar contando o que gostava de fazer, ouvir, entre outros. “Deu certo, apesar dela ter tirado um sarro da minha cara me perguntando se eu estava bêbado por estar falando muito devagar”, contou.

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