Os cafeicultores da região se preparam para a colheita deste ano. As previsões são que os primeiros grãos comecem a ser colhidos no mês de maio, indo até setembro. Juntos, os 13 municípios da área de cobertura da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) da região de Franca vão gerar mais de 30 mil empregos, sendo que boa parte deles já trabalha nas lavouras o ano todo.
Em Ibiraci (MG), que terá a maior produção regional, o Sindicato Rural do município estima a contratação de 7 mil pessoas. Destas, 5 mil são os baianos que todos os anos saem do sertão da Bahia para trabalhar na colheita da vizinha cidade. O dinheiro que ganham no município é o único sustento de famílias inteiras que não encontram emprego na região onde trabalham. Com o que ganham em Ibiraci, compram alimento, roupas, móveis e até constróem casas. Os demais serão contratados no próprio município. O faturamento médio de cada trabalhador é de R$ 5 mil durante a colheita.
Parte dos baianos também se emprega em propriedades de Franca. Na tentativa de voltar para casa com mais dinheiro, muitos deles trazem famílias inteiras. As crianças deixam a escola por até quatro meses para acompanhar os pais que se instalam nas fazendas.
Com o início da colheita, as prefeituras precisam se preparar para atender os trabalhadores rurais que utilizam os sistemas de educação e saúde. As creches e os postos de saúde ficam lotados durante toda a safra.
Em Pedregulho, o presidente do Sindicato Rural, Heli Martin, estima contratar até 8 mil pessoas para trabalhar nas lavouras de café daquele município. Mesmo assim, parte da produção será feita por máquinas. “Dos 350 produtores da nossa região, acredito que 15 usem máquinas para colher o café”, disse.
O mesmo está acontecendo em outras regiões. Em Ibiraci, existem hoje cerca de dez máquinas. Em um dia de trabalho, uma máquina substitui cem homens.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.