Mambrini se antecipa ao prazo e entrega defesa


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DIVISÃO DE SALÁRIOS - O vereador Marcelo Mambrini se empenha para se defender na Comissão Processante
DIVISÃO DE SALÁRIOS - O vereador Marcelo Mambrini se empenha para se defender na Comissão Processante
O vereador Marcelo Mambrini (PMN) se antecipou e entregou sua defesa na quinta-feira à Comissão Processante que estuda a possível cassação de seu mandato. Oficialmente, o prazo se encerraria na terça, dia 26. Com a documentação em mãos, os membros da comissão, Rui Engrácia (PSDB), Gilson Pelizaro (PT) e Marcelo Caleiro (PMDB) decidirão pela cassação ou pelo arquivamento do processo. Em qualquer um dos casos, a indicação terá de ser votada em plenário. Segundo Engrácia, que preside a comissão, a defesa de Mambrini é apenas mais um elemento do processo. Ele disse que outras frentes do caso estão sendo investigadas e serão utilizadas de parâmetros para definir o rumo dos trabalhos. “Estamos pedindo para ser transcrita a fita da senhorita Lara, aonde ela faz a acusação a Mambrini, e nosso assessor jurídico também está avaliando o caso”, disse. O prazo máximo para que a Comissão Processante emita seu parecer é 6 de maio. Mas, segundo Engrácia, o processo será concluído “o mais rapidamente possível”. “Queremos trabalhar da forma mais rápida para evitar que o processo seja contaminado pelas eleições de outubro”, disse. Mambrini foi denunciado no Ministério Público por sua ex-assessora Lara Cristina Rodrigues, que o acusou de pegar para si R$ 800 mensais de seu salário, o que equivale à metade dos vencimentos líquidos que ela recebia. A situação teria perdurado pelos 14 meses que Lara trabalhou com o vereador. Assim, Mambrini teria “larapiado” da assessora cerca de R$ 10 mil. Além do depoimento, a ex-assessora apresentou um vídeo, inconclusivo, em que sua voz pode ser ouvida conversando com Mambrini e contando dinheiro, além de seus extratos bancários com três transferências de R$ 410 que teriam partido da conta de Mambrini. Segundo Lara, os depósitos foram uma tentativa de Mambrini para calá-la. O caso foi avaliado pelo Conselho de Ética da Câmara, que indicou a ocorrência de quebra de decoro parlamentar de Mambrini, que é passível de cassação. Por nove votos a cinco, a indicação foi aprovada em plenário. JEPY PEREIRA Outro investigado pelo Conselho de Ética sob suspeita de quebra de decoro é Jepy Pereira (PSDB). O vereador assumiu que tinha dois assessores dividindo um só salário em seu gabinete. Em suma, Jepy ampliava seu poder de ação por meio de uma conduta irregular, já que a Lei Orgânica determina que os vereadores têm direito a somente um auxiliar direto com salário pago pelo Legislativo. Denunciado por Gilson Pelizaro no último dia 6 ao Conselho de Ética, Jepy apresentou sua defesa a Marcelo Caleiro (PMDB), relator do conselho. Nos próximos dias, Caleiro e o terceiro membro, Zezinho Cabeleireiro (PTB) deverão anunciar uma decisão. Jepy presidia o conselho e se afastou do caso por ter interesse direto no resultado das apurações.

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