Ano eleitoral faz Câmara enfrentar Sidnei Rocha


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O ALVO - Sidnei Rocha em foto de arquivo: prefeito deve ter problemas para aprovar projetos em 2008
O ALVO - Sidnei Rocha em foto de arquivo: prefeito deve ter problemas para aprovar projetos em 2008
Uma cena rara tem marcado as sessões da Câmara em 2008: a rebeldia dos vereadores da base aliada contra o prefeito Sidnei Rocha (PSDB). O tucano, que sofreu, durante o ano de 2007 inteiro, poucas derrotas relevantes - a instauração da CPI do Bagres e a demora para a aprovação do contrato da Sabesp são os únicos exemplos - já acumula, neste ano, três fracassos em sua relação com o Legislativo. E, ao que parece, podem vir mais. Mesmo com uma superbase de apoio, composta oficialmente por 13 dos 15 vereadores, o Rocha viu, na última sessão, seu veto a um projeto da vereadora Graciela Ambrósio (PP) que regulamentava a atuação de panfleteiros rejeitado, além de ver a isenção do IPTU ser ampliada para aproximadamente 1,5 mil aposentados, o que causará “prejuízo” aos cofres públicos de R$ 300 mil por ano. Na segunda sessão do ano, o tucano já havia visto seu projeto que estendia a meia-entrada para praticamente todos os trabalhadores francanos derrotado em plenário. Ou seja, trocando em miúdos: Rocha só perdeu porque os vereadores aliados votaram contra ela. A “rebelião”, ao que parece, será a tônica quando os projetos de interesse do executivo causarem comoção popular. “No meu caso, é uma luta desde o ano passado pelo povo. Não é uma postura contra o prefeito, mas a favor do francano”, disse Graciela Ambrósio, que classifica a si mesma como “independente”. “Aprovo o que é bom, independente de ser oposição ou situação”, disse. A proximidade das próximas eleições é apontada pelos próprios vereadores e por especialistas como a grande causa para a “rebeldia” do Legislativo que, durante os primeiros três anos do mandato de Rocha, mostrou-se mais “dócil” aos interesses do governo. “As três derrotas de 2008 são referentes a projetos de amplo apoio popular. O vereador que votar contra a isenção do IPTU, por exemplo, corre o risco de perder votos, ainda mais em ano eleitoral”, diz Ubaldo Silveira, cientista político da Unesp de Franca. O oposicionista Gilson Pelizaro (PT) concorda. “A Câmara sentiu que no ano passado ela ficou muito frágil e que, se continuasse deste jeito, principalmente em um ano eleitoral, isso poderia comprometer, inclusive, a eleição de alguns vereadores. Acho que alguns (vereadores) estão começando a avaliar até que ponto compensa carregar este fardo nas costas”, disse. Procurado para comentar o caso, Jepy Pereira (PSDB), líder do governo na Casa, não foi localizado em seu celular, em sua residência, na Câmara nem em seu escritório para comentar o assunto durante a tarde e a noite da última quinta-feira. Também procurado, o prefeito não se pronunciou, até o fechamento da edição, sobre o assunto.

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