Este ano, em menos de dois meses, já foram registrados 45 casos suspeitos de dengue em Franca, praticamente um por dia.
Quando alguém é atendido com sintomas da doença, os profissionais de saúde são obrigados a comunicar ao serviço de Vigilância Epidemiológica. Quase imediatamente, agentes do setor fazem uma ação de bloqueio. Em equipes, eles vão até o local onde o paciente mora e visitam toda a área em um raio de nove quarteirões.
Carlos Antônio Cintra, 36, se orgulha em dizer que em seu ferro-velho, no Jardim Paulistano, não há criadouros do mosquito da dengue. “Nunca encontraram larvas por aqui e olha que dá trabalho não deixar água empoçada”, disse ele. Carlinhos, como é conhecido, recebe a visita dos agentes da Vigilância duas vezes por mês e aprendeu o que deve fazer para se manter livre do mosquito. “Jogamos veneno e furamos a lataria dos carros para não juntar água”.
Já a dona de casa Sônia Regina Rodrigues de Souza, 42, moradora do Jardim Aeroporto 1, não vê trabalho em manter secos os pratinhos de suas plantas. Já está acostumada, mas se preocupa com os vizinhos. “Se um de nós se descuidar, todo o bairro é prejudicado”.
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