Espetáculo do céu


| Tempo de leitura: 2 min
Depois de 182 dias, os brasileiros puderam, mais uma vez, assistir a um fenômeno natural que acontece somente quando há um alinhamento perfeito entre o sol, a Terra e a lua: o eclipse lunar total. Ele aconteceu entre a noite de quarta-feira, dia 20, e a madrugada do dia seguinte. Seu ápice foi registrado no primeiro minuto de quinta-feira, quando a lua estava totalmente encoberta pela sombra da Terra e assim permaneceu durante 51 minutos. O eclipse completo terminou por volta das 3h15. O último foi registrado em 28 de agosto de 2007 e a sobreposição durou uma hora e 31 minutos. No Brasil, o evento celeste pôde ser visto a olho nu e com facilidade. Sem nuvens e chuva, as condições meteorológicas ajudaram muito. “Vale lembrar que o Brasil estava em posição favorável para a visualização porque aqueles que não estão na posição do alinhamento perfeito não vêem o fenômeno. Países fora deste alinhamento vêem parcialmente”, disse o professor de geografia do Colégio Alto Padrão Objetivo, Giovani Paulo da Silva. Apesar da Terra impedir que os raios solares atingissem a lua, foi possível vê-la com um tom avermelhado devido aos raios que passavam pela atmosfera terrestre. Mas para os apreciadores, esse efeito deixou a noite ainda mais memorável. O eclipse chamou a atenção até mesmo de quem havia saído à noite para dar uma volta. Luciano Silva e sua namorada Elisângela de Souza estavam no Centro e resolveram esperar pelo fenômeno ali mesmo. As pessoas que preferiram ir até o Observatório Astronômico da cidade para acompanhar o espetáculo pelo telescópio não conseguiram. Por falta de público o espaço foi fechado por volta das 22h20. E quem não viu, perdeu. O país só voltará a exibir um eclipse total da lua em 21 de dezembro de 2010 e profissionais da área garantem que um outro fenômeno com condições tão boas de visualização só se repetirá em 2015. COMO FUNCIONA O eclipse, fenômeno conhecido desde a antiguidade pelos astecas, maias, gregos e egípcios, acontece quando um corpo sobrepõe o outro. Existem os lunares e os solares, e ambos podem ser classificados ainda como parciais, totais ou anelares. Nas fases crescente e minguante da lua não ocorrem eclipses. Vale lembrar ainda que, ao contrário dos lunares, o eclipse solar não deve ser visto a olho nu. Os raios são fortes e podem prejudicar a visão. A saída é proteger os olhos com óculos de sol ou até mesmo com uma chapa de raio-X. A natureza também sente a diferença. “Quando acontece um eclipse solar, os animais têm respostas instintivas. Alguns se escondem, os noturnos ‘saem da toca e os pássaros vão para a copa das árvores. No lunar não há nenhum efeito natural considerável”, disse o astrofísico da USP (Universidade de São Paulo) Amâncio Friaça.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários