A única “saia justa” da reunião de ontem foi no momento em que os proprietários da Aeroálcool, Omar Junqueira Pugliesi e James Waterhouse, tentaram demonstrar o funcionamento de um pequeno avião-robô, desenvolvido pela empresa. A aeronave decolou, voou por aproximadamente três minutos e, depois, inesperadamente, começou a dar piruetas e caiu. Segundo Pugliesi, um problema na cauda motivou a queda.
Em que pese o incidente, as autoridades presentes gostaram da fábrica e aprovaram a tecnologia utilizada pela empresa.
“Representamos 1,2 mil cooperativas que podem comprar os aviões para auxiliar seus cooperados”, disse Márcio Freitas, presidente da OCB. “Vamos usar nossa força política e institucional para ajudar a Aeroálcool a se fortalecer”, completou.
A mesma promessa fez o brigadeiro-do-ar Átila Maia. Ele se comprometeu a fazer os contatos necessários para que a Aeroálcool receba linhas de crédito do Governo Federal. “Vamos tentar sensibilizar as autoridades”, disse.
Já o diretor da Cetef, Arnaldo Borges, ressaltou que é possível a vinda de uma unidade federal de ensino voltada para alta tecnologia. “Viemos, inclusive, vistoriar um prédio na cidade que poderá ser utilizado para esse fim”.
A Aeroálcool, atualmente, funciona em um galpão de 1,2 metros quadrados dentro do aeroporto de Franca. Produz e exporta aviões modelo Quasar Lite, de dois lugares, para os Estados Unidos. Cada unidade custa R$ 120 mil e leva entre três e quatro meses para ser concluída. A fábrica emprega 20 pessoas.
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