A polícia ainda não tem pistas dos assassinos do comerciante executado com dois tiros durante a noite de quinta-feira, no Condomínio Residencial Canadá. Severino Rodrigues, 37, foi morto na frente do filho AR, 13. Apesar de testemunhar o crime, o garoto não conseguiu passar muitas informações sobre as características dos marginais.
A hipótese de um crime de latrocínio não foi descartada pela equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
Dois agentes estiveram na cena do crime e confirmaram que a carteira do comerciante foi levada pelos assassinos. Apesar desta linha de investigação ter sido traçada, a polícia também trabalha com a suspeita de uma emboscada.
Segundo informações da polícia, Severino havia combinado por telefone de se encontrar com pessoas desconhecidas no Condomínio Canadá, às margens da Rodovia João Traficante, que liga à Franca a Ibiraci (MG). O comerciante teria informado à mulher que pretendia negociar sobras de couro sintético com um morador do local.
Eram 21h30, quanto Severino, acompanhado do filho de 13 anos, parou seu Ford Versailes no portão da casa, onde recebeu orientações por telefone, que iria se encontrar com uma pessoa interessada em fazer negócios com ele. “Segundo o garoto, a vítima desceu do carro e tocou o interfone. De repente, apareceram dois indivíduos vindos de uma casa em construção ao lado. Um deles pegou o menino e o virou de costas para o pai. O outro marginal efetuou dois tiros à queima-roupa no comerciante”, disse o delegado Daniel Paulo Radaeli, que esteve no local do crime. Ontem a polícia procurou levantar pistas das últimas ligações feitas pelo comerciante de sua residência no Jardim Luiza. “Estamos trabalhando com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de homicídio), mas não está descartada a hipótese de uma emboscada armada para atrair a vítima. Ainda estamos ouvindo a família, buscando informações sobre a situação e o círculo de amizades do comerciante”, disse Wanir José da Silveira, delegado da DIG.
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