Foram apenas duas unidades do mostruário avaliado em R$ 120 mil, mas a Polícia Civil acredita ter dado significativo passo, ontem, para esclarecer o roubo de jóias atribuído à quadrilha supostamente liderada por Adriana Telini Pedro. Policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) prenderam duas mulheres com parte dos produtos roubados na esquina do escritório da advogada. Uma das acusadas é namorada de Robson de Souza Rocha,19, o “Robinho”. Ele é apontado como o assaltante e mantinha ligação com Adriana Telini.
A equipe da DIG obteve informações de que parte das jóias estava com duas moradoras do Parque do Horto. Munidos de um mandado judicial, fizeram buscas nas casas delas durante a madrugada. A coladeira de peças, ILS, 42, usava um par de brinco de ouro roubado durante a abordagem. SWM, 18, desocupada, já tinha trocado um colar também em ouro por dois vestidos e R$ 50. “As mulheres alegaram que conheciam a Adriana Telini, mas que não tinham relação com ela. SWM admitiu ser namorada de Robinho e que havia recebido o colar dele como presente. Disseram não saber que as jóias eram roubadas, mas foram indiciadas por receptação e recolhidas à cadeia de Batatais”, contou o delegado Márcio Murari.
Segundo o policial, as jóias recuperadas são uma prova material e confirmam de vez a participação de um amigo de Adriana Telini no assalto. O desafio é encontrar o restante do material. O setor de investigação também aguarda a relação detalhada dos telefonemas ocorridos no dia do assalto para tentar comprovar o envolvimento da advogada, do noivo e da secretária dela no crime. “Desde o primeiro momento, nunca tivemos dúvida nenhuma da participação deles. Estamos acabando de robustar o inquérito para enviar ao Fórum. As provas estão reunidas. Agora, qualquer decisão a respeito de prisão dos envolvidos caberá à Justiça”. SWM foi recolhida à cadeia de Batatais.
[FOTO2]
O CASO
Adriana Telini Pedro foi presa na tarde do dia 31 de janeiro e passou dez dias na cadeia de Batatais. A prisão temporária foi decretada pela Justiça com base em informações apuradas pelos policiais da DIG que comprovariam o envolvimento dela com o roubo ocorrido no dia 21. No celular de Robinho, apreendido dias antes, havia várias mensagens enviadas pela advogada. A polícia apurou que os assaltantes já estavam diante do escritório dela antes mesmo de o casal de vendedores chegar para mostrar seus produtos.
Mesmo diante das provas reunidas, o promotor Cláudio Escavassini se posicionou contra o pedido de prisão preventiva, alegando que eram necessárias mais diligências para se comprovar o envolvimento dos acusados. Logo após deixar a cadeia, Adriana Telini decidiu abandonar a profissão até a conclusão do processo. Ela responde por formação de quadrilha e co-autoria em tentativa de latrocínio.
Quase um mês depois da prisão, a OAB ainda não puniu a advogada. O julgamento está marcado para a segunda semana de março.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.