Impasse entre sindicatos


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Paulo Afonso, do Sindicato dos Sapateiros: “entidade já fez sua proposta; agora é negociar”
Paulo Afonso, do Sindicato dos Sapateiros: “entidade já fez sua proposta; agora é negociar”
As negociações entre os sindicatos do Sapateiros e da indústria continuam e começam a apresentar os primeiros impasses. Representantes das duas classes fecharam acordo quanto às cláusulas sociais, porém, quando a discussão se volta às pautas econômicas, não avança. Já se passaram sete rodadas de negociações e o Sindicato da Indústria (Sindifranca) não apresentou uma contraproposta ao pedido da categoria que quer R$ 630 de piso, 15% de reajuste, 200 horas de participação nos lucros e resultados e abono escolar de 30% sobre o valor do salário. Jorge Donadelli, presidente do Sindifranca, alega que as cláusulas econômicas são inatingíveis para o setor. “Pedimos ao sindicato dos trabalhadores que reveja o percentual e faça uma nova proposta, mais adequada à realidade das empresas”. O Sindicato dos Sapateiros, por sua vez, garante que não fará uma nova proposta e espera que na próxima rodada, amanhã, às 9 horas, os patrões apresentam algum índice para ser avaliado pela categoria. “O Sindicato da Indústria precisa entender que só vamos mexer nas propostas a partir do momento em que houver autorização da assembléia e que a entidade apresente a contraproposta”, disse Paulo Afonso Ribeiro, representante dos sapateiros.

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