Recomeçaram nesta semana as aulas nas escolas estaduais de São Paulo. Trata-se da maior rede do Brasil, presente nas 645 cidades paulistas, com 5.500 escolas e 300 mil funcionários, entre eles 250 mil professores. São 5 milhões de estudantes. Os números impressionam até mesmo os mais experientes gestores, do segmento público ou privado, educacional ou não.
Pela primeira vez na história da educação brasileira, São Paulo tomou a iniciativa de dedicar os 42 dias iniciais do calendário letivo para recuperação de aprendizagem. Nas primeiras seis semanas as escolas estaduais dedicarão atenção especial a duas disciplinas essenciais para o futuro dos alunos: matemática e língua portuguesa. Os 3,6 milhões de alunos de 5ª a 8ª séries e do Ensino Médio participarão.
Com matemática, leitura e escrita (dentro da disciplina de língua portuguesa) aprimoradas, os estudantes ganham estruturas de compreensão e intelecção de textos e para operações mentais lógico-matemáticas.
Alunos e educadores têm dois tipos de material: o Jornal do Aluno e a Revista do Professor. O Jornal contém atividades didáticas interessantes, que atraem os estudantes. Será o companheiro dos estudantes nos próximos 42 dias. O material didático para os professores, - a Revista -, totaliza 784 páginas de indicativos para os educadores.
A Secretaria reforçará matemática e língua portuguesa, mas não abandonará os conteúdos obrigatórios. Por exemplo, as aulas de história darão ênfase à leitura e interpretação de textos dos conteúdos previstos no currículo. As aulas de geografia abordarão seus conteúdos com ênfase em gráficos e estatísticas. Todas as disciplinas terão este enfoque.
As mudanças não param por aí. Em seguida à recuperação intensiva, a Secretaria implantará a nova Proposta Curricular para 5ª a 8ª séries e Ensino Médio. São Paulo amplia neste ano o projeto Ler e Escrever, de 1ª a 4ª série, que como meta principal traz a obsessão em alfabetizar todos os alunos com até 8 anos.
O sucesso dessa iniciativa depende do interesse e da vontade de todos os participantes - pais, professores, diretores e alunos - em fazer dar certo. Estes são os principais protagonistas da Educação paulista.
O convite está feito. Desejamos um excelente ano de trabalho a todos os nossos professores e alunos.
MARIA HELENA GUIMARÃES DE CASTRO é secretária estadual de Educação. Foi secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC) e presidente do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais)
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