Curiosa, conservadora e multiplicadora, adjetivos escolhidos pela própria Bovespa para definir a atuação feminina no mercado de ações.
Em pesquisa realizada no ano de 2002, a instituição descobriu que as mulheres brasileiras sentem mais necessidade de se preparar para o futuro. De acordo com a coordenadora do projeto Mulheres em Ação da Bolsa, Ângela Barros, hoje, muitas delas chegam aos 45 anos divorciadas e passam a chefiar a família. “Nossos filhos não têm como cuidar de nós na velhice. Uma saída é investir e formar um patrimônio para aposentadoria”, explicou Ângela.
Ainda segundo ela, o projeto surgiu a partir da natural curiosidade feminina. “Temos um programa de popularização do mercado de ações chamado ‘Bovespa vai até você’, através do qual levamos informação sobre o assunto a municípios, empresas, etc”, disse ela. “Sempre que chegávamos em um lugar, eram as mulheres que tinham sempre mais dúvidas”, lembrou a coordenadora do projeto.
Quanto a ser multiplicadora, a representante da Bovespa explicou que a partir do momento em que as mulheres começaram a receber orientação, foi preciso formar clubes de investimentos para jovens e crianças porque eles também passaram a se interessar pelo assunto.
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