Borracheiro é preso por engano


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Por um erro da Polícia, o borracheiro Paulo Sérgio Batista, 46, passou 25 horas na cadeia do Jardim Guanabara.
Por um erro da Polícia, o borracheiro Paulo Sérgio Batista, 46, passou 25 horas na cadeia do Jardim Guanabara.
Por um erro da polícia, o borracheiro Paulo Sérgio Batista, 46, passou 25 horas na cadeia do Jardim Guanabara. Ele foi confundido com um homônimo acusado de roubos e estupro e foi recolhido em uma cela comum juntamente com outros 15 presos. Agora, promete processar o Estado por danos morais e materiais. É verdade que havia coincidências com o verdadeiro bandido, como também é verdade que havia muitas diferenças. Terça-feira de Carnaval, 12 horas. Paulo Sérgio conversava com familiares em sua casa no Jardim Centenário. Dois policiais militares chegaram e disseram que o delegado plantonista - José Carlos de Oliveira - queria conversar com ele. Foi levado de viatura para a delegacia. “O delegado disse que havia um mandado de prisão contra mim. Fiquei sem entender e afirmei que havia algo de errado. Sou um trabalhador e nunca fui preso. Após uma pesquisa, descobriram que havia uma pessoa com o mesmo nome e que ela estava presa. Mesmo assim, o delegado insistiu que o mandado era para mim”. Os pais do borracheiro e do bandido também são homônimos. O primeiro nome das mães deles é Aparecida, mas as coincidências param por aí. Vinte e seis anos mais velho do que o criminoso, Paulo Sérgio ficou em uma cela do plantão até as 17 horas. Depois, foi levado para a cadeia, onde permaneceu até o dia seguinte. Poderia estar preso até hoje se não fosse a ajuda de um amigo. Ex-vereador e ex-vice prefeito de Ribeirão Corrente, Norival Caravieri, o “Tuti”, passou, quarta-feira, no posto de gasolina onde Paulo trabalha e ficou sabendo de sua prisão. Resolveu “investigar” e, em poucos minutos, descobriu o erro. “Sei que ele é uma pessoa de bem e pedi a ajuda para um investigador amigo. Na delegacia do Centro (DIG), me mostraram a foto do criminoso e na hora percebi que não era o Paulo Sérgio. Eles são muito diferentes. Foi quando a polícia se deu conta da mancada e tirou ele da cadeia. Deus me iluminou. Ele poderia estar preso até hoje”. Tão logo foi comunicado, o diretor da cadeia, Eduardo Lopes Bonfim, determinou que Paulo Sérgio fosse liberado imediatamente. Já eram 18 horas de Quarta-Feira de Cinzas. “A diferença de idade entre eles era muito grande, o nome da mãe não coincidia e o local de nascimento também não. Se algumas providências tivessem sido tomadas, este engano não teria acontecido. Fiz minha parte e coloquei o inocente na rua”. Responsável pela prisão equivocada do borracheiro, o delegado José Carlos de Oliveira não foi encontrado para se explicar. Ele atua apenas como plantonista e não estava escalado para trabalhar ontem; seus contatos pessoais não foram repassados à reportagem pelo comando da polícia. “O borracheiro já havia respondido anteriormente por um crime e, por um erro do instituto de identificação, todos os dados do homônimo foram parar na ficha dele. Por isto, acho que o delegado não errou. A falha foi do sistema”, disse o delegado seccional, Mauri de Camargo Segui. “Meu cliente não tem culpa de nada e foi preso injustamente. A polícia poderia ter averiguado melhor os documentos. Quem errou, vai ter que pagar”, afirmou a advogada Angélica de Abreu Cruz.

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