Simões culpa inadimplência


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Sérgio Simões, que no ano de 2002 permaneceu à frente da Emdef por um período de três meses - de janeiro a março - se disse surpreso com a sentença. Segundo ele, apesar da ação ter iniciado há mais de dois anos, a defesa ainda estava em processo de preparação. O ex-diretor atribuiu a dívida da empresa à inadimplência dos moradores de bairros como Vera Cruz 2, Jardim Luiza e Moreira. “Começamos a asfaltar esses três bairros e as pessoas que fizeram contrato direto com a Emdef não pagaram. Não acho que devo ser punido por inadimplência das pessoas. Não acho justo”. Simões disse que vai recorrer da sentença e solicitar a análise por perito nas contas da empresa. “Queria que ficasse bem claro sobre de quem é responsável por o quê? Fala-se em prejuízo de R$ 1,4 milhão e eu fiquei três meses. Me lembro que neste trimestre fechei com problemas, mas o que tinha para se receber era mais que o déficit”, reclama o ex-diretor. Segundo Simões, a Justiça não esperou pela ação do perito. “Essa seria a pessoa que iria detalhar alguns questionamentos. Minha grande defesa está nas mãos do perito. Infelizmente durante o processo eu não fui ouvido, o Henrique não foi ouvido, nem testemunhas”. Outra reclamação do ex-diretor da Emdef é com relação ao julgamento que o TCE (Tribunal de Contas do Estado) já havia dado sobre o prejuízo. “Apresentamos todos documentos pelos quais o TCE já havia avaliado que a dívida foi por questões circunstanciais. Em outros onze questionamentos, que inclusive estão no processo, o TCE os considerou regulares”. Henrique Branquinho também foi procurado para comentar o caso pela reportagem, mas não foi encontrado. Ele estaria em viagem a trabalho.

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