Sidnei sofre terceira derrota seguida na Câmara


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O vereador Jepy Pereira, na sessão de ontem, rodeado por quase 20 professoras substitutas na entrada do plenário: educadoras temiam pelo fim das contratações
O vereador Jepy Pereira, na sessão de ontem, rodeado por quase 20 professoras substitutas na entrada do plenário: educadoras temiam pelo fim das contratações
Três sessões, três derrotas importantes. Assim começou o ano para o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) na Câmara de Franca. Acostumado, em 2007, a “passear” sobre o Legislativo, o tucano tem de conviver, pelo menos no começo de 2008, com um inesperado surto de independência dos vereadores. Na sessão de ontem, os vereadores derrubaram dois vetos do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) a projetos de lei de Graciela Ambrósio (PP). Em um deles, até a base governista votou contra o tucano. Com isso, o prefeito terá de “engolir” a ação dos panfleteiros em semáforos e ceder isenção a mais de 1,5 mil aposentados. Na primeira votação, foi apreciado o veto de Rocha ao projeto de lei de Graciela que libera a entrega de panfletos. A intenção da vereadora seria regulamentar a profissão, que emprega mais de 200 pessoas - formal e informalmente - na cidade. O veto foi derrubado por unanimidade. Os mais de 50 presentes à Câmara comemoram o resultado. Até os integrantes da Comissão de Justiça, Jepy Pereira (PSDB), Marcelo Caleiro (PMDB) e Maurício Chináglia (PSB), que emitiram parecer considerando o projeto “inconstitucional e com vício de iniciativa”, decidiram repensar suas posições e votarem pela queda do veto. Na segunda derrubada, houve mais equilíbrio. O projeto em questão cede isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para em torno de 1,5 mil aposentados com renda entre R$ 948 e R$ 1.088. Pela matéria, a Prefeitura arrecadará R$ 300 mil a menos por ano a partir de 2009. A comissão, desta vez, rachou: Jepy e Caleiro votaram contra a isenção, assim como Luiz Carlos Fernandes (PSDB), Donizete da Farmácia (PMN), Zezinho Cabeleireiro (PTB), Nirley de Souza (DEM) e Rui Engrácia (PSDB). Chináglia, Marcelo Valim (PSDB), Silas Cuba (PT), Gilson Pelizaro (PT), Marcelo Mambrini (PMN), Graciela e Valter Gomes (PSB) foram favoráveis. Joaquim Ribeiro (PSB) não votou. A votação antecedeu um momento inusitado: derrotado, Jepy tentou jogar a responsabilidade de seu voto a Chináglia. “O Mauricinho me convenceu a mudar meu voto e agora votou contra o veto”. O peessebista desconversou. “Eu não faria isso com um vereador experiente como o Jepy”, disse. As derrotas não deverão ser bem aceitas por Sidnei Rocha, que na semana passada viu seu projeto da meia-entrada “por atacado” ser derrubado por 13 a 1. Somente Jepy votou a seu favor. Na última quinta-feira, o prefeito - talvez pressentindo que a coisa não anda boa para ele na Câmara - fez um discurso favorável aos vereadores em uma inauguração de escola. Pelo visto, não adiantou. A SESSÃO Três projetos do Executivo em regime de urgência foram aprovados ontem pelos parlamentares. O primeiro autorizou o prefeito a delegar para a Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura) a função de repassar recursos às entidades esportivas da cidade. Em 2008, a verba será superior a R$ 2 milhões. As outras matérias davam autorização para a Prefeitura liberar R$ 240 mil para o projeto Adote um Universitário, R$ 400 para reequipar a Guarda Civil Municipal e para a criação de 98 vagas para a Educação, sendo 68 para professores e 30 para funções diversas. Um decreto para regularizar a contratação de 70 professores substitutos foi baixado ontem por Rocha e lido na Câmara. O projeto de Gilson Pelizaro (PT) para parcelamento de multas de trânsito foi adiado, a pedido dele próprio, por duas sessões.

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