Sorriso que vale ouro


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Elaborar brincadeiras, planejar gincanas, escolher a fantasia e se maquiar, essas são as primeiras tarefas do dia daqueles que trabalham com animação de festas. Profissão que vem ganhando espaço principalmente entre pessoas que precisam de uma grana extra no final do mês ou que vêem na arte de animar uma oportunidade de ingressar no mercado de trabalho e conquistar a independência financeira. A atividade pode até não ser exaustiva como tantas outras, mas não é por isso que qualquer pessoa pode exercer a profissão. Afinal, para lidar com crianças, paciência, carisma, alegria e entusiasmo são qualidades indispensáveis. Não ter vergonha de dançar, cantar e se vestir de Cinderela, Homem Aranha e Hello Kitty também faz parte do pacote. “Às vezes chega alguém da escola na festa e a gente fica um pouco envergonhada, principalmente quando colocamos fantasias, mas com o tempo passa”, disse a estudante Jaqueline Coelho, 17, que trabalha na Companhia da Folia há três anos e fatura por mês cerca de R$ 200 com a animação. E as exigências não param por aí. Mesmo com horários flexíveis e carga reduzida, é preciso disposição para trabalhar quase todos os fins de semana. Mas os que aproveitam a oportunidade garantem que vale a pena o esforço, até mesmo porque o salário supera a média paga em outras profissões. Por festa, com duração média de quatro horas, os animadores recebem entre R$ 25 e R$ 40 (por oito horas de serviço um trabalhador registrado com um salário mínimo recebe R$ 17,27 por dia). Assim como os salários, os locais de trabalho também variam. Atualmente, além dos bufês, os animadores são contratados para animar festas infantis em escolas, creches e eventos públicos. Hotéis, pousadas e espaços culturais também são empregadores. Vale lembrar que quanto mais habilidades o profissional dominar mais oportunidades de emprego terá. É o caso do artista Rafael Bianchi. Em seus shows ele oferece números de magia e palhaço e por isso já foi contratado por grandes empresas como Magazine Luiza e Ferracini. “Apresento shows no intervalo das palestras e em eventos promovidos pela empresa. Nesse caso recebo entre R$ 250 por meia hora de atuação. Em outros shows chego a tirar de R$ 350 a R$ 400, mas aí trabalho com a minha equipe completa”. E para permanecer na profissão é preciso estar atento às novidades e investir em equipamentos como malabares, tintas, fantoches e figurinos. Para se reciclar, há cursos de técnicas circenses e teatrais, jogos cooperativos, pintura facial e escultura em balão oferecidos na cidade. Para quem quer se tornar técnico em recreação e lazer, o Senac Franca está com as inscrições abertas (leia mais no texto ao lado). “Tem muita gente pensando que animar festas não exige responsabilidade. Não é assim. Não somos apenas monitores. Temos o compromisso de apresentar brincadeiras educativas para as crianças. Quem quer trabalhar com animação, mesmo que eventualmente, precisa estudar”, disse a professora de teatro e coordenadora do espaço cultural do CCBEU, Raquel Nunes, 26.

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