A matéria foi feita por uma repórter de A Gazeta Esportiva, mas repercutiu em todo o País. Hélio Rubens Garcia, ex-técnico da seleção brasileira de basquete masculina por duas ocasiões diferentes, foi cético ao responder se acredita na classificação do País à Olimpíada de Pequim, no segundo semestre deste ano, na China.
Desde Atlanta, em 1996, o Brasil está fora da briga pela medalha de ouro olímpica. Agora, a seleção já perdeu a chance no Pré-Olímpico das Américas e terá uma missão complicada para conseguir uma das três vagas em disputa no Pré-Olímpico Mundial. O torneio será realizado em julho, na Grécia.
Hélio Rubens acredita que o espanhol Juan Manuel Monsalve Fernandez, o Moncho, novo treinador do Brasil, não terá as condições de trabalho necessárias para fazer a seleção subir ao pódio da disputa.
O torneio promete ter um nível técnico alto e contará com seleções do porte de Líbano, Grécia, Alemanha, Croácia e Eslovênia, apenas para citar alguns dos participantes.
"Não tenho dúvida de que existe a possibilidade de o Brasil se classificar; individualmente tem até condições de conseguir a vaga, mas eu acho difícil. O Moncho vai ter apenas quatro semanas de treino. Acho muito pouco tempo para preparar uma equipe visando à participação em um Pré-Olímpico", avalia o técnico de Franca.
Rubens lista os requisitos que julga necessários para um técnico conseguir colocar o Brasil de volta em uma Olimpíada. "Tempo ideal de treinamento, ter todos os jogadores à disposição e montar uma estrutura de jogo compatível com o nível técnico da disputa. O basquete do Brasil tem um ótimo nível técnico, mas precisa se organizar", critica o técnico francano.
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