Bastou pouco mais de uma hora de chuva, boa parte dela de granizo, e ventos fortes para Franca reviver momentos de tensão e alagamentos. A água subiu rápido, sobretudo no Córrego dos Bagres, deixando ruas inundadas. Para completar, árvores e outdoors caíram, trazendo muita confusão no trânsito durante pouco mais de uma hora, tempo que durou a chuva. Até o final da edição, a Defesa Civil do Município não tinha números do estrago causado.
O temporal fez com que a área de confluência dos córregos dos Bagres e Cubatão ficasse interditada. Durante o auge do temporal, o trajeto entre as rotatórias em frente à Autofranca e ao Galo Branco se tornou um imenso lago, o que obrigou o Corpo de Bombeiros a usar um bote no local. Na Avenida Doutor Hélio Palermo, próximo ao City Posto, a água do córrego subiu rapidamente para o nível da rua e chegou a invadir alguns estabelecimentos comerciais. A ação rápida da Defesa Civil, evitando que veículos fossem arrastados pela correnteza.
De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), foram registrados cinco milímetros de chuva entre 13 e 14 horas na estação automática do Instituto, que fica próximo ao Jardim Aeroporto. O volume, que equivale a cinco litros de água para cada metro cúbico de solo, é considerado entre moderado e forte pelo Inmet, assim como a velocidade do vento no período, que ficou próxima a 43 quilômetros por hora.
Mesmo intensa, a chuva não pegou as autoridades de surpresa, como comentou o diretor de Segurança e Trânsito da prefeitura, Sérgio Buranelli. “Foi uma chuva violenta, com ventos fortes. Os bombeiros, a Defesa Civil, Polícia Militar e Guarda Civil já estavam de prontidão por causa da época. Então, os problemas foram contornados” disse ele. “Na região do Galo Branco, o trânsito foi interditado e agora (final da tarde de ontem) estamos limpando a pista para liberá-la”.
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As pessoas que transitavam pelo Jardim Guanabara e pelo Parque Vicente Leporace também sentiram a intensidade das chuvas. Às margens da Rodovia Cândido Portinari, por exemplo, o vento soltou outdoors de um condomínio que está em construção, jogando as placas de alumínio sobre a estrada e prédios da redondeza. “A gente escutou um barulho muito grande; era o outdoor que estava ali. Saiu toda a lona, depois a parte de ferro. Ela se soltou, bateu na fiação, pegou fogo e foi lá para a rodovia. A velocidade devia estar a mais de cem (quilômetros) por hora. Estou com 26 anos e nunca vi isso na minha vida”, disse a empresária Ana Lívia da Silva Fonseca, que tem um comércio no Guanabara.
Na própria Cândido Portinari, em busca de segurança, motoristas acabaram por colocar suas vidas em risco. Segundo um funcionário da concessionária Autovias, com a chuva forte e pouca visibilidade, os motoristas optaram por parar os carros, em fila, sob o viaduto do Parque Vicente Leporace. Apesar do perigo, não foi registrado nenhum acidente no local.
A quantidade de chuva, apesar da intensidade registrada ontem, foi menor do que a notada no anoitecer de domingo. Os dados do Inmet mostram que a chuva, anteontem, que começou por volta das 17 horas, chegou a 11,2 milímetros, mais do que o dobro do volume registrado ontem. O vento também foi mais intenso, chegando a 45 quilômetros horários.
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