O Conselho de Ética da Câmara Municipal reabriu a denúncia de divisão do salário entre assessores que pesa contra o vereador Jepy Pereira (PSDB). O caso, que foi aberto em setembro do ano passado e arquivado em outubro, voltou à tona após representação, no início de fevereiro, de Gilson Pelizaro (PT).
De acordo com especialistas, se for considerado culpado, o tucano pode ser punido, por quebra de decoro parlamentar, com penas que vão desde uma advertência à cassação do mandato. “O vereador feriu o Código de Ética, como parlamentar e cidadão”, disse o cientista político Ubaldo Silveira.
O caso é antigo e cheio de buracos. Jepy assumiu, no Ministério Público, que dois assessores dividiram salário em seu gabinete e que ele tinha conhecimento da situação. O MP fez um acordo com o vereador e arquivou o caso.
Na Câmara, Jepy passou quase despercebido. O Conselho de Ética, na ocasião formado pelo próprio Pelizaro, Valter Gomes (PSB) e Donizete da Farmácia (PMN), arquivou o caso rapidamente e sem grandes apurações. “Decidi pedir a reabertura após o surgimento de fatos que eu desconhecia”, disse o petista, justificando a mudança de postura e se referindo a matérias veiculadas pelo Comércio e Rádio Difusora questionando a impunidade de Jepy.
O tucano, que faz parte na nova formação do conselho, apresentou, na terça-feira, defesa por escrito ao relator do novo conselho, Marcelo Caleiro (PMDB), e se declarou impedido de participar das apurações. Zezinho Cabeleireiro (PTB) é o terceiro membro.
MAMBRINI
O prazo para que Mambrini apresente sua defesa à Comissão Processante formada na Câmara para avaliar sua cassação termina na quinta-feira. O vereador é acusado de pegar para si metade do salário de sua ex-assessora, Lara Rodrigues, o que equivale a R$ 800 mensais, nos 14 meses em que trabalharam juntos. A comissão tem até seis de maio para emitir um parecer.
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