Estudante que atropelou frentista responderá a processo em liberdade


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Circuito interno de TV do posto pegou o exato momento em que o estudante francano atropelou o frentista: imagens não foram suficientes para sensibilizar a Justiça
Circuito interno de TV do posto pegou o exato momento em que o estudante francano atropelou o frentista: imagens não foram suficientes para sensibilizar a Justiça
Invadir um posto de gasolina, atropelar o frentista e tentar fugir não foi suficiente para mandar o motorista para a cadeia. O fato de ser surpreendido com seis frascos de lança-perfume e de aparentar estar embriago, também não. O estudante francano Caio Meneghetti Fleury Lombard, 19, autor dos fatos citados acima, vai responder às acusações em liberdade. O pedido de prisão feito pela Polícia Civil de Ribeirão Preto foi negado. Na noite de segunda-feira, 11, o estudante seguia com um Vectra pela Rua Maximiniano Almeida, em Ribeirão, quando perdeu o controle e cruzou o canteiro central da Avenida Independência. Invadiu o posto e atropelou o frentista Carlos Pereira Silva. A vítima sofreu queimaduras de segundo grau na perna e traumatismo craniano. Até o fechamento desta edição, permanecia internado em estado grave. Caio Lombard é membro de uma família de classe média em Franca. Até o fim do ano, morava com os pais em um apartamento da Rua Capitão Zeca de Paula, Jardim Consolação. Sempre estudou em escolas particulares da cidade. Ele foi aprovado no curso de Direito da Unaerp, em Ribeirão Preto, e se mudou no começo do ano. Estava comemorando a aprovação no vestibular, quando se envolveu no acidente. As imagens do atropelamento, flagradas no circuito interno do posto, tiveram repercussão nacional e causaram revolta geral. A Polícia Civil decidiu pedir a prisão do estudante e investigá-lo por tentativa de homicídio, tráfico de drogas e por colocar a vida de outros em risco. Na noite de sexta-feira, a Justiça indeferiu o pedido. O delegado Luiz Geraldo Dias informou que, agora, vai aguardar os laudos que vão dizer se o rapaz estava drogado ou alcoolizado para juntar ao inquérito.

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