Salários irregulares expõem racha na administração


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O secretário de Finanças, Sebastião Ananias, disse ter devolvido por conta própria pelo menos R$ 5,1 mil dos R$ 6,5 mil que teria recebido a mais
O secretário de Finanças, Sebastião Ananias, disse ter devolvido por conta própria pelo menos R$ 5,1 mil dos R$ 6,5 mil que teria recebido a mais
De um lado, o secretário de Finanças, Sebastião Ananias. Do outro, o restante do secretariado. Este foi o panorama do primeiro escalão da administração municipal durante a última semana, após a divulgação da notícia de que eles, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e o vice, Ary Pedro Balieiro (PTB), receberam mais de R$ 53 mil irregularmente em 2006. Segundo o TCE (Tribunal de Contas do Estado), o montante se refere a aumentos de salário recebidos acima do índice legal naquele ano. Ananias se diz “revoltado”. Não com o fato em si - que ainda tramita no TCE -, mas por ter considerado que a matéria, veiculada pelo Comércio da Franca, feriu sua honra. Como argumento, Ananias afirma ter devolvido, por conta própria, pelo menos R$ 5,1 mil dos R$ 6,5 mil que teria recebido a mais. “Tomei uma medida preventiva para evitar problemas e ainda recomendei que todos os demais indiciados fizessem o mesmo”, disse. Mas os demais envolvidos decidiram apostar na Procuradoria Jurídica do Município, que apresentou defesa ao TCE, tentando comprovar que os aumentos foram legais. Em especial o secretário de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto, único a contestar Ananias publicamente. “O Ananias foi o único que optou por devolver os recursos. Nosso departamento jurídico disse que era uma causa ganha, mas ele colocou no processo uma carta em que afirma que iria devolver (...) É uma decisão que cabe exclusivamente a ele”, disse. Ananias chegou a insinuar que Jerônimo sabia da devolução e omitiu a informação à imprensa. Ameaçou até recorrer judicialmente contra o colega e contra o Comércio. Jerônimo desmentiu e afirmou que não sabe das decisões do “colega” secretário. “É uma atitude que só diz respeito a ele. Não tenho de saber o que ele faz em sua vida privada”, rebateu Jerônimo. Segundo informações de assessores ligados a Sidnei Rocha, ele está tranqüilo quanto à polêmica dos recebimentos indevidos e aguardará uma decisão definitiva do TCE. O prefeito estaria acompanhando o desentendimento entre os secretários (que não é o primeiro) a distância.

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