Briga de secretários não é a primeira


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Sebastião Ananias não é um secretário “sociável”. Ao contrário dos demais membros do primeiro escalão, que mantêm entre si um certo grau de amizade, o responsável pelas Finanças prefere se isolar. Ele próprio afirmou, em recente entrevista ao Comércio, que não tem de ser amigo dos colegas. E consegue cumprir isso à risca. Muitos dos seus “companheiros”, em off, assumem não gostar dele. Acham que o secretário interfere demais nas pastas alheias. Embora nos bastidores essa “birra” coletiva contra Ananias seja assumida, oficialmente, todos preferem a discrição. Menos Jerônimo Sérgio Pinto, secretário de Administração, cargo que Ananias já exerceu na década passada, durante a gestão de Ary Balieiro. Em agosto do ano passado, isso ficou claro. Por determinação do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), a Copel (Comissão Permanente de Licitações) foi dividida entre Ananias e Jerônimo. Não demorou para dar problemas. No dia 15 daquele mês, não surgiram propostas na licitação da venda das contas dos servidores públicos. O motivo teriam sido erros na listagem da Secretaria de Administração. Ananias, rapidamente, pôs a culpa na equipe de Jerônimo e disse que consertaria o erro. “Ocorreu uma infelicidade nos números informados (pela Administração). Os dados foram refeitos pela Secretaria de Finanças e apontam os verdadeiros números”, disse. Jerônimo rebateu e disse que havia erros na elaboração do edital, de responsabilidade de Ananias, e reconheceu que a relação entre os dois não é das melhores: “Amigos nós não somos”.

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