Assembléia discute como fica situação de ex-funcionários


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Mais de 450 trabalhadores da Agabê participaram de assembléia para discutir como serão os pagamentos das rescisões; Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicato, presidiu os trabalhos
Mais de 450 trabalhadores da Agabê participaram de assembléia para discutir como serão os pagamentos das rescisões; Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicato, presidiu os trabalhos
Mais de 450 funcionários dispensados pela Calçados Agabê se reuniram, na manhã de sábado, na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Franca, com representantes da fábrica e do Sindicato dos Sapateiros para discutir e tirar dúvidas de como será o processo de pagamentos dos direitos trabalhistas. Além disso, foram assinadas procurações em nome do sindicato, que representará os funcionários em uma eventual demanda judicial. Ao todo, mais de 500 trabalhadores foram demitidos. Na reunião, foi confirmado o que já se sabia: os funcionários terão, a princípio, o direito de sacar somente o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Os demais direitos, como férias e décimo terceiro salário, deverão entrar no bolo de dívidas da empresa e poderão ser parcelados se o pedido de recuperação feito pela Agabê à Justiça for aprovado. Mas o que mais revoltou os trabalhadores foi a inclusão da multa rescisória de 40% no montante que poderá ser dividido. No momento em que o presidente do sindicato, Paulo Afonso Ribeiro, anunciou a decisão da empresa, muitos dos presentes vaiaram e protestaram. Para Ribeiro, ainda não há motivos para desespero. O sindicalista disse acreditar que a Agabê honrará seus débitos com os agora ex-funcionários. “A empresa mantém tributos, como o FGTS, em dia. Sua recuperação, se aprovada, estará mais parecida com a da Sândalo, que já pagou 90% dos direitos dos trabalhadores, que da Samello, que pagou muito pouco”, disse. A dúvida era visível durante a assembléia. Um dos incertos era o pespontador Silvio Ferreira, que trabalhou 14 anos na Agabê. Para ele, a situação dos trabalhadores é uma incógnita. “Eu estava mais confiante, mas agora com esse negócio dos 40% vamos ver o que vai virar”, disse.

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