Será que você ainda se lembra daquela bicicleta pesadona, marrom ou verde-escura, que seu pai guardava com orgulho na garagem de casa? Daquele modelo de magrela, quase nada resta mais. O mercado para as bikes está tão desenvolvido que hoje é possível montar bicicletas com peças de diversas partes do mundo, de acordo com o seu gosto e, principalmente, bolso.
Rodas de liga leve, suspensão a ar ou a óleo, freio a disco hidráulico e pneu misto, quadros de carbono e acessórios, muitos acessórios, compõem o conjunto para os amantes das duas rodas, que, ainda bem, graças ao movimento ecológico dos últimos anos, vêm tomando conta das ruas, estradas e trilhas.
As bicicletas elitizadas chamam atenção pelo design arrojado, as peças importadas e o alto preço.
Essas “máquinas” chegam a custar o preço de um carro popular. Para se ter idéia, há modelos de até R$ 20 mil. E compra quem tem, claro, grana.
Seja por lazer, para fazer trilha com os amigos no fim de semana, ou para disputar campeonatos, essas bikes estão sendo cada vez mais procuradas no mercado em Franca.
O que faz as bicicletas terem um preço salgado, na maioria destes casos, são os itens (pouco fabricados no Brasil) que dão maior desempenho para o ciclista durante a pedalada. Uma das bicicletas mais baratas, por exemplo, custa R$ 2,4 mil.
Entre os equipamentos que recheiam a magrela estão o velocímetro com medição de batimentos cardíacos, pressão arterial e quilômetros percorridos, suspensão pró-choque (que amortece o choque) e freio a disco.
Na Felipe Bike, o proprietário Eliel Felipe disse que chega a vender quatro bicicletas desse porte todas as semanas. Há pouco mais de um ano, não passava de uma. “Estou tendo que me desdobrar para dar conta da demanda de pedidos”, contou o empresário.
E como em outros produtos - você tem celular e sabe disso -, qualquer novidade que melhore o visual ou a performance logo vira objeto de desejo. Assim, a cada novo lançamento, mais e mais pessoas correm atrás das lojas para equipar suas bicicletas e equipar a si mesmas, claro, com as inúmeras opções de equipamentos pessoais, de reservatório de água a capacetes e luvas.
Nas lojas visitadas pela reportagem do Se Liga, algumas magrelas chegam a custar entre R$ 16 mil e R$ 20 mil, geralmente no estilo mountain bike, para terrenos irregulares. Nelas, pedais de titânio, guidão de carbono, 27 marchas, rodas com liga de alumínio, quadros de carbono e suspensão a ar ou a óleo, são os opcionais à disposição.
Já os que gostam de aventura e preferem disputar cross country (corrida na mata) optam por bicicletas que chegam a alcançar 50 quilômetros por hora em terreno plano.
Outra opção é para quem gosta de down hill (descer ladeira).
Segundo o vendedor da Pedal Pró, Marco Aurélio Rezende, o principal equipamento de qualquer bicicleta é o quadro. “Ele precisa ser da melhor qualidade possível. O ideal é que o quadro tenha uma aerodinâmica para o ciclista ter maior rendimento”.
As bikes com essas características não são vistas por aí, pois são específicas para competições, não para passeio, e necessitam de uma mecânica especializada. Entre as marcas mais conhecidas está a Specialized, Ivake, Konda, Lecci e Canondale.
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