Uma babá de 17 anos furtou várias peças de roupas na casa da patroa e disse, na delegacia, que iria doá-las aos pobres. O crime foi descoberto por policiais militares que, a princípio, foram atender a ocorrência de furto, denunciada pela própria acusada. A história contada por ela não convenceu os soldados, que descobriram a farsa.
A vítima foi a balconista CPOA, 20, moradora no Recanto Elimar. Ela contratou os serviços da adolescente de 17 anos, moradora no mesmo bairro, como babá. Durante o dia a acusada ficava na residência tomando conta do filho da patroa.
Na tarde de quinta-feira, a balconista, que estava chegando em casa, se deparou com a babá em pânico dizendo que ladrões haviam invadido o imóvel e furtado várias peças de roupas. Segundo a Polícia, a adolescente disse que foi até o supermercado e, quando retornou, constatou o furto.
Foram retirados do imóvel da balconista 30 peças de roupas, frascos de perfume, uma caixa com bijuterias e quatro pares de calçados. Os soldados Alexandre e Ponce estiveram no local, onde a babá contou a mesma versão para os policiais.
Desconfiados que a babá poderia estar mentindo, pois não havia sinais de arrombamento no imóvel, os soldados passaram a questionar melhor a adolescente. Suspeitando que ela poderia ser a ladra, os policiais foram até sua casa, onde, com autorização dos pais da menor, entraram e localizaram todos objetos furtados da balconista.
A babá foi levada ao 4º Distrito Policial, onde confessou o crime e disse que pegou as roupas da patroa para doá-las a pessoas carentes. Ela foi indiciada pelo crime de furto e, após ser ouvida, foi liberada. A menor deverá prestar esclarecimentos das acusações na Vara da Infância e Juventude.
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