Santa Casa fecha 2007 com dívidas de R$ 30 milhões


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José Cândido Chimionato, presidente da Santa Casa, apresentou balanço de 2007 em assembléia na noite de ontem
José Cândido Chimionato, presidente da Santa Casa, apresentou balanço de 2007 em assembléia na noite de ontem
A diretoria da Santa Casa de Franca reuniu seus colaboradores na noite de ontem para assembléia ordinária de prestação de contas do ano de 2007. O evento cumpre exigência estatutária que prevê a apresentação das contas da instituição na primeira quinzena de fevereiro. A assembléia, que contou com a presença de 30 pessoas, aprovou, por unanimidade, o relatório apresentado. Não diferente de anos anteriores, a instituição fechou o ano com uma dívida de R$ 30 milhões e déficit operacional de R$ 200 mil por mês. O déficit, segundo o presidente, José Cândido Chimionato, reduziu-se em mais de R$ 600 mil graças aos recursos destinados pelo Estado no programa “Pró-Santas Casas”, desde julho de 2007. De acordo com ele, a instituição conseguiu negociar dívidas com bancos e fornecedores no ano passado, e investir R$ 2,5 milhões em obras e equipamentos. A principal delas foi a conclusão da ala de oncologia infantil do Hospital do Câncer, que absorveu quase R$ 1,5 milhão. “Não houve grandes investimentos, mas o término das obras no HC, certamente, foi nossa grande concretização. Mas, mesmo nesta ‘penúria financeira’, conseguimos fazer investimentos em outras áreas”. PLANOS Para 2008, o presidente adianta algumas ações que serão realizadas na tentativa de arrecadar novos recursos para o hospital. Uma delas é a criação de um convênio próprio que deve ser lançado ainda no primeiro semestre. “Estamos incrementando parcerias e essa será, certamente, a grande novidade da Santa Casa neste ano”, disse Chimionato, acrescentando que a instituição tentará adequar a demanda de atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). “Sabemos que a demanda hoje é maior do que a que foi contratada. Estamos indagando ao gestor se ele vai cumprir contrato ou se vai dar dinheiro para se produzir mais. Se pagar mais, vamos fazer mais. Não é possível continuar assim, se não entrar dinheiro novo vamos ter que adequar o atendimento”.

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