Pesquisa mostra que a educação de Franca está entre as 100 piores do Estado de São Paulo


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Franca faz parte de um seleto grupo: está entre as cem piores cidades de São Paulo, segundo o Índice Paulista de Responsabilidade Social, feito pela Fundação Seade.
Franca faz parte de um seleto grupo: está entre as cem piores cidades de São Paulo, segundo o Índice Paulista de Responsabilidade Social, feito pela Fundação Seade.
Quando o assunto é Educação, Franca faz parte de um seleto grupo: está entre as cem piores cidades de São Paulo. Com nota 47 em um total de cem, ocupa uma modesta 552ª colocação entre os 645 municípios paulistas. Não é a primeira vez que a terra das três colinas vai mal no levantamento. Em 2002, era a 542ª. Para piorar, despencou mais dez posições. A liderança do ranking é ocupada por São Caetano do Sul, com nota 89. Já a pior é Ribeirão Branco, na região de Sorocaba, com nota 24. Os dados fazem parte do IPRS (Índice Paulista de Responsabilidade Social), divulgado a cada dois anos pela Assembléia Legislativa de São Paulo. Nem quando o universo da análise é restrito somente à região o desempenho é bom. Entre as dez cidades pertencentes à Diretoria Regional de Ensino local, Franca figura apenas na sexta colocação. A cidade “menos pior”, neste caso, é Restinga (354ª no geral). À frente de Franca estão, ainda, Patrocínio Paulista (403ª), Rifaina (473ª), Cristais Paulista (510ª) e Ribeirão Corrente (542ª). Os dados dizem respeito ao estudante das redes municipal, estadual e particular, nos níveis fundamental e médio. Especialistas em Educação foram consultados sobre o assunto e lamentaram a performance. O mais descontente era o professor Everton de Paula. Para ele, a educação tem sido levada “na brincadeira”. “Há uma falta de incentivo muito grande. A escola não é vista hoje como uma instituição formadora de cidadãos”, disse. A secretária de Educação, Leila Haddad, foi procurada por seu telefone celular e no seu gabinete. Uma funcionária disse que ela estava em uma ligação e que retornaria em seguida, o que não aconteceu. A dirigente regional de Ensino, Ivani Marchesi, não se encontrava na Diretoria Regional e não atendeu às ligações para seu celular. CRITÉRIOS O Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) elaborou a pesquisa com base em dados oficiais do governo paulista. O critério usado foi o da média de anos estudados por crianças e jovens de faixas etárias consideradas “chave” na educação. Os itens que tiveram mais relevância na depuração dos dados foram os percentuais de jovens entre 15 e 17 anos com o ensino fundamental completo e de 18 a 19 anos com o ensino médio completo, com 36% de peso para cada um deles. A seguir, foi analisado o número de crianças de 5 a 6 anos quer freqüentam a pré-escola, com 20% de peso, e os adolescentes de 15 a 17 anos que estudaram por, no mínimo, quatro anos completos. Este item teve peso de 8% na pesquisa. No total, a avaliação deu notas de zero a cem para os municípios. TUDO RUIM No mesmo estudo, aparecem ainda dois outros critérios: riqueza e longevidade da população, o que aponta a capacidade produtiva do município e o nível de sua saúde pública. O instituto faz um cruzamento dos resultados e divide as cidades em níveis. Mais uma vez, a performance de Franca e municípios vizinhos foi sofrível, igualando-se em resultados às regiões mais pobres do Estado.

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