Francano atropela frentista e cria onda de ódio


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Imagens gravadas pelo circuito interno de TV do posto de combustíveis mostram o momento em que o Vectra do estudante invadiu o posto, atropelou o frentista e bateu em outro carro que estava abastecendo: jovem responderá por tentativa de homi
Imagens gravadas pelo circuito interno de TV do posto de combustíveis mostram o momento em que o Vectra do estudante invadiu o posto, atropelou o frentista e bateu em outro carro que estava abastecendo: jovem responderá por tentativa de homi
Protagonista de um incrível acidente, o estudante Caio Meneguetti Fleury Lombard, 19, corre o risco de parar atrás das grades. A Polícia Civil pediu, ontem, sua prisão à Justiça. Ele invadiu um posto de combustíveis, atropelou um frentista e bateu em um carro, segunda-feira à noite, em Ribeirão Preto. A vítima está internada em estado grave. O universitário é acusado de tentativa de homicídio, tráfico de drogas e por colocar em risco a vida de dezenas de pessoas. Havia risco de explosão. Em função da repercussão do caso, o atropelamento virou motivo de ódio em várias comunidades do Orkut. Caio é membro de uma família de classe média em Franca. Até o fim do ano, morava com os pais em um apartamento da Rua Capitão Zeca de Paula, Jardim Consolação. A mãe é dona de um escritório de representação na Avenida Santa Cruz, Parque Franville. Ele estudou em escolas particulares com Toulouse Lautrec e Colégio Pessoa. Era considerado um aluno regular e sem problemas de disciplina. Foi aprovado no curso de Direito da Unaerp, em Ribeirão Preto. Teria sido justamente na comemoração pela aprovação no vestibular que se envolveu no acidente. Por volta das 22h30, ele seguia com um Vectra ano 2007 pela Rua Maximiniano Almeida, quando perdeu o controle e cruzou o canteiro central da Avenida Independência. Invadiu o posto e atropelou o frentista Carlos Pereira Silva. Até a noite de ontem, a vítima respirava por aparelhos no Hospital das Clínicas. Sofreu queimaduras de segundo grau na perna e traumatismo craniano. Testemunhas disseram à Polícia que, após o atropelamento, o estudante continuou acelerando o carro e tentou fugir. Quase foi linchado. A Polícia informou ter encontrado seis frascos de lança-perfume no interior do Vectra. O carro é de Franca e foi financiado em nome da mãe dele. O estudante foi indiciado por lesão corporal e liberado em seguida. Como havia a suspeita de que poderia ter ingerido alguma substância, foi submetido ao exame toxicológico. Segundo o policial Rivelino Coimbra, ele estaria embriagado e exalava cheiro de lança-perfume. O laudo ficará pronto em 30 dias. O circuito interno do posto flagrou todas as etapas do acidente. As imagens impressionantes, divulgadas na edição de ontem do Comércio e nas fotos acima, foram mostradas em nível nacional pelos principais órgãos de comunicação do País. Pelo menos cinco comunidades foram criadas no Orkut para repudiar o feito do estudante. Numa delas, chamada “Playboyzinho precisa pagar”, com 77 membros até a noite de ontem, é possível encontrar dados completos de Caio Meneguetti e dos pais. Mensagens agressivas como “Monstros como ele deviam ser enforcados”, enviada pelo internauta Jorge, e “Vou comemorar quando ver esse cara na cadeia”, enviada pelo internauta Kaio, são algumas das disponíveis no Orkut. Com a repercussão do caso, a Polícia Civil decidiu pedir a prisão do estudante e investigá-lo por tentativa de homicídio, tráfico de drogas e por colocar a vida de outros em risco. Caio e os familiares se recusam a falar com a imprensa. O telefone da residência em que moravam está desligado. No escritório de representação, uma funcionária de nome Angélica disse que a mãe do estudante não estava. “Estou analisando a questão e levantando dados. Não posso me manifestar por enquanto”, disse o advogado Eduardo Sandoval de Melo Franco.

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