Depois de dez dias, Adriana Telini sai da cadeia


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Depois, o povo fica revoltado e protesta. Aí, a justiça manda chegar o bambú (sic) no povo. Justiça medíocre. Advogados do diabo. O Brasil tinha que ter pena de morte, sim. Até quando criminosos ficarão impunes? Será que teremos que fazer justiça com nossas próprias mãos? Carlos é leitor do Comércio da Franca ***** O que mais me deixa indignado é saber que ainda tem gente que acredita nessa ‘advogada’. O caso mais representativo é o dos que foram até ela, vender jóias. Para completar, a justiça continua lenta. A polícia faz sua parte, mas a justiça, não. Silvio é leitor do Comércio da Franca ***** Dizem que a justiça é cega. Seu símbolo mostra uma deusa – Thémis ou Diké –, com uma balança e os olhos vendados, mas isso não quer representar cegueira. Quer, isto sim, deixar claro que a Justiça deve tratar a todos com igualdade. Não vê, porque a lei deve ser igual para todos. Nas primeiras representações conhecidas, a deusa da Justiça tinha o rosto descoberto, sem venda, aparentemente aludindo à necessidade de ter os olhos bem abertos e observar todos os pormenores relevantes para a justa aplicação da lei. Só mais tarde a figura passou a ser mostrada de olhos vendados. O que parece é que ela foi se corrompendo ao longo do tempo e se tornando uma prostituta, se vendendo aos que têm mais dinheiro. Neste País, em que se deixa de produzir para pular quatro dias de Carnaval e para assistir jogos da seleção, mas se revela incapaz de se unir para exigir igualdade ou para protestar contra crianças arrastadas por quilômetros por um carro, não se deve esperar muita coisa. Talvez estes motivos embasem neste território nacional, a necessidade da deusa da Justiça continuar com os olhos vendados. O que os olhos não vêem o coração não sente. Adoniran Thomaz é leitor do Comércio da Franca

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