O encontro entre o presidente, o vice e três diretores da Francana com o prefeito de Franca e seu procurador-jurídico, ontem à tarde, na Prefeitura, selou a prioridade de venda do patrimônio do clube à administração municipal. A reunião aconteceu no gabinete, localizado no Paço Municipal, e durou cerca de uma hora.
Até o momento, o valor da venda ficou pré-definido em R$ 5,6 milhões. Desse total, seria descontada a atual dívida, avaliada em R$ 4,026 milhões, e que seria paga pela Prefeitura. O resultado da subtração, R$ 1,574 milhão, seria pago em parcelas ao clube, no valor de até R$ 50 mil/mês.
José Servino Braga, presidente do clube, disse que será preciso percorrer alguns trâmites burocráticos antes que a venda seja concretizada. "A gente confirmou a proposta ao prefeito e agora vamos correr atrás dos trâmites legais", informou. Braga tentou desmentir que seria feito um pedido ao governo municipal de um valor maior pelo terreno de 22.800 metros quadrados e a área de 2085,53 metros quadrados de construção. Segundo ele, as avaliações feitas anteriormente, que iam de R$ 7 milhões a R$ 9 milhões, seriam para a venda ao setor privado. "Quando a gente começou a negociar com a Prefeitura vimos que a realidade é outra. É melhor negociar com o poder público", justificou o presidente.
O prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB) explicou que ainda haverá uma nova reavaliação do terreno e da área construída e, por isso, o total de R$ 5,6 milhões pode até aumentar. "Assumi um compromisso de estudar a avaliação que foi feita há dois anos.
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Como você tem um processo inflacionário, há a possibilidade da Prefeitura melhorar um pouquinho (o preço). A Prefeitura não quer levar vantagem, quer acabar com essa situação da Francana", afirmou.
Referindo-se a quantia de R$ 7 milhões, publicada ontem no Comércio como contraproposta que o clube cogitou, com base em avaliações anteriores, Sidnei explicou que é um valor "impensável".
Para Rocha, o patrimônio do clube, localizado no Centro da cidade há 95 anos, "não poderia ser entregue na mão de particulares". Ele destacou que o lugar retrata parte da história de Franca.
Os diretores Gustavo Vilaça, Maurício Machado, Telmo Barbosa, além do vice-presidente Sérgio Nascimento e o presidente, José Braga, terão trabalho a partir de hoje. Eles devem reunir-se com o departamento jurídico da Veterana e solicitar a re-checagem do nome de todos os credores do clube. "Precisamos conferir se na lista tem alguém que já pagou ou há novos credores", explicou o prefeito sob a necessidade de se ter uma relação atualizada. Todo o processo de desapropriação, que ainda dependerá de decreto do prefeito e aprovação de lei municipal deve durar de 90 a 180 dias.
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