Outra decisão que intensificou a confusão criada ontem na Cooperfran foi o afastamento do administrador Carlos Roberto Alves. A Prefeitura alega que ele saiu espontaneamente, mas Carlos diz que foi “excluído”.
O secretário de Desenvolvimento Social, Roberto Nunes Rocha, disse que Carlos atuava na Cooperfran para defender interesses próprios e agia irregularmente. “Ele se infiltrou na cooperativa através de cooperados que negociavam recicláveis com ele, pois é dono de um depósito de sucatas no City Petrópolis. A Cooperfran passou a ser um negócio dele”.
Roberto ainda apontou outra atitude ilegal de Carlos. “Ele usava uma informação fabricada de que antes o lucro era de R$ 50 e passou para R$ 500. Era uma espécie de salário para os cooperados, o que não existe numa cooperativa. Nela, o que entra é dividido”. Outro detalhe curioso é o fato da atual presidente da entidade, Francislene Alves, ser filha dele. O secretário disse que a saída dele foi espontânea. “Ele se sentiu a mais”.
Carlos alega que foi “expulso”. “Eles falam que sou comprador e estou manipulando o povo, mas não é nada disso”. Em entrevista, disse que foi convidado a participar da Cooperfran há um ano e que “ajudou a cooperativa a oferecer um material de mais qualidade e aumentar o lucro”. “Antes os catadores recebiam R$ 60, R$ 80 por mês e agora subiu para R$ 400, R$ 500. Agora querem que eu saia para poderem entrar”. Os cooperados não concordaram com a saída de Carlos. Alguns chegaram a chorar.
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