Câmara rejeita projeto da meia-entrada para todos


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Os vereadores rejeitaram, na sessão ordinária de ontem, o projeto de lei do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que previa a implantação da meia-entrada em eventos culturais e esportivos realizados na cidade para praticamente toda a população. Foram 13 votos contrários à matéria contra apenas um favorável, de Jepy Pereira (PSDB). A maioria dos que votaram contra alegou que o projeto era “inviável” e “sem razão de existir”. Foi a primeira derrota política do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) no ano e uma das retumbantes de toda sua administração. Pela matéria, trabalhadores de qualquer atividade constante no CBO (Código Brasileiro de Ocupações) passariam a ter direito à meia-entrada em sessões de cinema, teatro, shows e demais apresentações artísticas e eventos esportivos. Aproximadamente 120 mil pessoas receberiam o “benefício”. O problema é que promotores de evento já tinham deixado claro que não perderiam dinheiro caso o projeto fosse aprovado. Pelo menos cinco deles confirmaram que dobrariam os preços de entradas em eventos para compensar a meia-entrada geral. Com isso, quem perderia seriam os 84 mil estudantes, que passariam a pagar o mesmo que todo mundo. Vários estudantes estiveram presentes, ontem, à Câmara para pressionar os vereadores a desistirem da idéia. Ricardo Alexandre Pereira usou a tribuna por dez minutos e atacou o projeto do prefeito. “Isso parece um golpe para tomar um direito que é nosso, porque todo mundo está no CBO. Cartomante, pastor de igreja, vendedor de bala em semáforo e até os vereadores”, afirmou. O efeito foi imediato. Marcelo Caleiro (PMDB) pediu a palavra e disse que o projeto não tinha razão de ser, pois a generalização do benefício, automaticamente, cancelaria seus efeitos. “Não entendi a utilidade que esta matéria pode ter, em que ela pode somar”, disse. “A partir do momento que se dá a meia-entrada para todos, ninguém a terá”, reforçou Graciela David Ambrósio (PP). Gilson Pelizaro (PT) foi além e chegou a fazer graves insinuações contra Rocha. Para ele, a matéria foi enviada à Câmara para cancelar o benefício dos estudantes e atender a interesses pessoais do prefeito. “Todos sabem que suas rádios promovem shows. Tanto que nos próximos dias vai trazer Edson e Hudson”, disse. O assessor do prefeito, Edivaldo Costa, até que fez alguns contatos com os vereadores. Jepy também tentou dissuadir os demais parlamentares a idéia de rejeitar o projeto, mas não obteve sucesso e foi o único voto em favor de Rocha. A SESSÃO O vereador Marcelo Mambrini (PMN) decidiu, ontem, retirar projeto de lei de sua autoria que previa mudanças na venda de cartões de área azul na área central da cidade. A idéia era fracionar o prazo de estacionamento, hoje de uma hora e meia e ao custo de R$ 1,50, em períodos menores. Sem adesão, Mambrini decidiu retirar a matéria, que tramitava há meses na Câmara. No mais, foram aprovados projetos de nomenclatura de ruas, cinco no total (leia mais nesta página), e um remanejamento de verbas solicitado pelo prefeito no valor de R$ 7,5 milhões.

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