Após terminar o ensino médio, o caminho natural de muitas pessoas, principalmente jovens em fase pré-adulta, é a vida universitária. O desejo de se inserir capacitado no mercado de trabalho para enfrentar a concorrência leva o estudante a pensar no ensino superior. Embora não seja garantia de emprego no futuro, a conclusão de uma universidade ainda pesa muito na disputa por vagas em empresas e instituições. O mesmo vale para concursos ou a busca por estágios e programas de trainee.
Entrar em boas faculdades requer boa preparação. Dentro desse raciocínio, muitos candidatos à universidade procuram cursinhos preparatórios como forma de ficar afiados e enfrentar os concorrentes sem fazer feio.
Não há dados exatos sobre o número de alunos que estudam em cursinhos em Franca. Na cidade, Prefeitura e Unesp oferecem aulas gratuitas, em que o critério para ser escolhido é, sobretudo, a renda familiar.
Já nos particulares, os preços se alternam entre R$ 200 e R$ 429, segundo uma pesquisa informal realizada pelo Se Liga. O caminho a ser trilhado não é fácil. Quem almeja uma vaga em uma das universidades federais precisa ter consciência de que é necessário abrir mão de muita coisa para se dedicar aos estudos.
No último ano do ensino médio, o estudante Péricles Caravieri, 18, prestou o vestibular da AFA (Academia da Força Aérea Brasileira), que forma oficiais aviadores, mas não conseguiu. Apesar disso, não desistiu. “Fiz um ano de cursinho e nesse período passei grande parte dos dias me dedicando aos estudos. Abri mão de muitas coisas para conseguir o que eu queria”. Tanto esforço valeu a pena.
Péricles foi aprovado na USP (Universidade de São Paulo), em São Carlos. “Apesar de não ter sido aprovado na AFA estou muito feliz, porque a USP era a minha segunda opção”.
Outro que estudou muito para passar no vestibular que queria é Rafael Raiz, 19. Após dois anos de cursinho conseguiu passar em medicina. Depois de se arriscar em alguns dos mais concorridos vestibulares do País, acabou sendo aprovado na UniRio (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Os núcleos de estudo em Franca estão com as inscrições abertas. Na Unesp, as inscrições vão até sábado, 16, às 18 horas. Os interessados precisam pagar a matrícula, que custa R$ 20. São oferecidas 200 vagas. As aulas são ministradas pelos próprios alunos da Unesp.
A Prefeitura também oferece cursinhos populares, com aulas gratuitas para vestibulandos. As inscrições estão abertas e não há previsão para o total de vagas.
O pedagogo Nilton Beloti disse que quem faz cursinho tem três vezes mais chances de passar no vestibular do que o aluno que acabou de sair do ensino médio. A aprovação, no entanto, está muito mais condicionada ao empenho de cada aluno. “Mas é esperado que quem faça parte de um núcleo de estudos seja aprovado, já que ele revê questões que ainda não ficaram muito claras no ensino médio. A tensão e a cobrança também são fatores que contribuem para que o aluno seja mais centrado”.
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