Economista aconselha: use só em emergência


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O economista Luís Carlos dos Santos é categórico ao aconselhar as pessoas sobre a antecipação do 13º salário oferecida pelos bancos: “Só em último caso ela deve ser solicitada, ou seja, em casos de doença ou dívidas com juros muito altos, maiores que os praticados neste tipo de financiamento nas agências bancárias”. O economista faz outro alerta. “As taxas são muito altas. Mesmo mais baixas que as do cheque especial e cartões de crédito”. A pedido da reportagem, Luís Carlos realizou duas simulações de empréstimos. Com os cálculos, é possível perceber com maior clareza os perigos desse tipo de operação. Dependendo do valor antecipado do abono e dos juros cobrados por mês, o valor final será superior ao salário recebido pelo trabalhador. “Se a pessoa recebe R$ 1 mil, faz um empréstimo de R$ 700 a uma taxa mensal de 4,5% até novembro de 2008, com juros sobre juros, o valor da dívida saltará para R$ 1.040,27. Os juros acumulados são de 48,61%”. Caso o correntista empreste R$ 1 mil com juros de 3,3% ao mês para pagar dali a nove meses, o saldo devedor será de R$ 1.339,30. Mais riscos Outro risco é o correntista perder o emprego no meio do caminho. A recomendação é usar as verbas rescisórias para zerar os débitos. “Se isso acontecer, a pessoa deve pagar todas as dívidas, principalmente as com juros altos porque não sabe quando receberá salário novamente para quitá-las”.

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