“Gato seco” é o apelido do lavrador Edivaldo Ferreira dos Santos, 37. Ele foi criado na casa da aposentada Laércia da Silveira Felício, 79, e a considerava como mãe. Dagiane Nascimento, 24, era casada com um neto de Laércia. Ambos foram presos ontem à noite acusados de matar a idosa para roubar. Ela foi morta a marteladas e teve o rosto desfigurado.
O crime chocou São José da Bela Vista. Laércia morava em uma casa no Centro, sozinha. Ela não foi vista na calçada ontem, como de costume, e a porta ficou o dia todo fechada. No fim da tarde, um neto resolveu arrombar, e a encontrou caída e ensangüentada no quarto. A Polícia suspeita que o crime tenha ocorrido às 13 horas.
"Testemunhas disseram ter visto os autores entrando na casa. A moça, inclusive, já havia furtado a chave no fim do ano passado e feito uma cópia", disse o delegado José Augusto Franzini.
Gato Seco e Dagiane foram encontrados pela Polícia Civil em meio aos populares que se amontoaram diante da casa para acompanhar a remoção do cadáver. Foram levados para a delegacia e ouvidos separadamente. "A mulher confessou o crime e disse que foi por motivo de dinheiro. A vítima havia recebido a aposentadoria e aluguéis. Os autores eram de dentro da casa e mataram a idosa de maneira brutal e traiçoeira".
Já Gato Seco negou o ato. "Sou inocente. Gostava dela demais. Fui criado pela dona Laércia e tinha ela como uma mãe".
Dagiane admitiu o crime e contou detalhes. "Nossa intenção era apenas furtar, mas ela ascendeu a luz da cozinha e viu a gente. Foi quando ele pegou o martelo e deu um golpe no olho dela.
Depois, foi dando marteladas no rosto e na cabeça. Ela saiu cambaleando e caiu na sala. Daí, ele arrastou ela até o quarto".
A Polícia não conseguiu apurar o valor levado pelos assassinos.
Segundo Dagiane, teria sido cerca de R$ 1 mil e o cartão de aposentadoria da vítima. Os dois acusados estão na cadeia. (EA)
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