Material escolar: variação média de preços ultrapassa os 110%


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FAZENDO A FESTA - Maria Augusta Ferreira comprou ontem os materiais para a neta Ana Laura Marcheti: “não tenho muita paciência para pesquisar preços, então, conto com a ajuda e as dicas das minhas vizinhas”
FAZENDO A FESTA - Maria Augusta Ferreira comprou ontem os materiais para a neta Ana Laura Marcheti: “não tenho muita paciência para pesquisar preços, então, conto com a ajuda e as dicas das minhas vizinhas”
A velha máxima que diz que pesquisar preços é sempre uma boa forma de economizar nunca foi tão verdadeira quando o assunto é compra do material escolar. O Procon (órgão de proteção aos direitos do consumidor) de Franca acaba de divulgar o resultado de uma pesquisa de preços envolvendo os 75 itens mais comumente encontrados nas listas de materiais pedidas pelas escolas da cidade. E acreditem, na média, a variação nos preços cobrados pelos produtos chega a 119%, com extremos, como o caso da borracha branca para lápis (sem marca), em que a diferença de um estabelecimento para outro ultrapassa os 1.100%. A pesquisa foi realizada em 29 de janeiro por três funcionários do Procon. Eles visitaram as oito principais papelarias espalhadas por cinco regiões da cidade e avaliaram 75 produtos. Para o agente fiscal do Procon, Luis Antônio Murari, a variação é normal e acontece em virtude do maior ou menor desconto repassado aos clientes. “Essa diferença é natural. Algumas empresas, pelo volume maior da compra, conseguem mais descontos da distribuidora e podem repassá-los aos clientes, outras não. O melhor mesmo é pesquisar sempre”. Outra razão para a variação apontada pelos comerciantes é a margem de lucro com que cada estabelecimento decide trabalhar. “Tudo depende dos custos de cada empresário e das condições de negociação com os fornecedores”, disse o dono da Papelaria Universitária, Artur Augusto Murari. Para tentar economizar na hora de comprar os materiais da neta Ana Laura Marcheti, a aposentada Maria Augusta Ferreira costuma conversar com as amigas para descobrir onde os preços estão me-lhores. “Sei que o melhor é pesquisar, mas não tenho muita paciência, então, converso com as minhas vizinhas e vejo onde devo ir. É a minha forma de economizar. Neste ano, acho que funcionou bem”.

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