Mágica


| Tempo de leitura: 3 min
“Abracadabra”... e o coelho sai da cartola. “Alakazan”... e o lenço se transforma numa pomba. “Sim-Salabim”... e a mulher que foi serrada ao meio dentro de uma caixa aparece inteira e viva. As mágicas tradicionais com cartas de baralhos e argolas que se encaixam umas nas outras sempre fizeram sucesso. Mas nada é igual ao que a mágica se tornou atualmente: no ilusionismo a realidade dá lugar à fantasia, as coisas impossíveis acontecem. O mais antigo registro de um número de mágica é do ano 2000 a.C, quando o mágico Dedi conseguiu, perante a corte do faraó Quéops, colocar a cabeça de volta em corpos de animais decapitados fazendo-os voltar a vida. O mais recente registro de um número de mágica ilusionista aconteceu no último domingo, no programa do Fantástico, na Globo. O mágico conseguiu realizar o sonho de muitos maridos: em apenas alguns segundos, uma mulher conseguiu trocar de roupa várias vezes. Em 1999 o programa revelou o mágico Leonard Montano, conhecido como Mister M. Através de uma série de reportagens o mascarado desvendou muitos truques. Hoje ele participa do quadro “O Mágico dos Mágicos”, no programa Tudo é Possível, apresentado por Eliana, na Record. Na época, o mágico, que revelou a sua identidade mais tarde, ganhou muitos inimigos. Mas também incentivou a formação de novos talentos. Foi o caso do francano Luiz Hendrigo de Castro, de 19 anos. Ele se apaixonou pela mágica aos 9 anos, quando assistiu pela primeira vez à apresentação do Mister M. Aos 13 anos Hendrigo ganhou o primeiro livro de mágica do pai e não parou mais. Hoje já é um mágico profissional e esconde na cartola mais de 100 truques. Antenado em todas as novidades no fascinante mundo da mágica, Hendrigo acredita que os truques tradicionais sempre vão existir e continuar a encantar adultos e crianças. “Os aros chineses que se encaixam misteriosamente, os diversos truques com cartas de baralho e os números com animais sempre fazem sucesso”, conta. Segundo Hendrigo, a mágica é sempre inovada, não renovada. “A cada dia nós aperfeiçoamos as técnicas. Não dá para saber quantos truques existem hoje, mas os mágicos nunca vão sair de cena”, avalia. Na profissão há apenas seis anos, Hendrigo consegue viver da mágica. Ele chega a fazer 12 shows por mês, desde festas infantis a eventos empresariais. O valor cobrado em cada show é de R$ 250. Para isso, ele dedica o seu tempo ao aprendizado de novas técnicas e no treinamento da pomba e dos coelhos Fred e Sininho. Para o profissional, o conceito da mágica mudou. “Antes as crianças assistiam e ficavam impressionadas com os poderes dos mágicos que eram inexplicáveis, irreais. Hoje elas estão cada vez mais espertas e sabem que a mágica é um truque. Depois dos shows elas me pedem para ensinar e sabem que podem aprender e fazer mágica”, ressalta. O ILUSIONISMO O Dia do Mágico é comemorado em 31 de janeiro. A data é em homenagem a São João Bosco, padroeiro dos mágicos, que segundo a tradição era também um mágico. A magia sempre esteve presente na história da humanidade. A arte de iludir é uma forma natural de entreter criando ilusões que confundem e surpreendem, geralmente por darem a impressão de que algo impossível aconteceu. Chamada também de prestidigitação, é baseada fundamentalmente na presteza dos dedos do mágico em manipular os equipamentos e acessórios usados nos truques. O ilusionista mais famoso é David Copperfield, que ficou conhecido em 1983 ao fazer desaparecer a Estátua da Liberdade, em Nova York, ao vivo para a televisão. De acordo com Hendrigo todo mágico trabalha com um “poderoso” recurso: o misdirection, ou seja, o desvio de atenção. “É a arte de fazer você olhar para um lado enquanto eu faço o truque do outro lado, utilizando técnicas para esconder o que não pode ser visto”, explica. Outro estilo de mágica muito utilizado atualmente, segundo Hendrigo, é o close-up, devido à sua versatilidade de apresentação. “Podemos fazer a mágica sem cenário e figurino, apenas com objetos do cotidiano como moeda, aliança, cédulas, elásticos, tornando o ambiente totalmente descontraído”, afirma. O mundo encantado da mágica impressiona pelo faz-de-conta, que torna o irreal possível diante de nossos olhos.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários