O Carnaval é uma festa popular que se vem caracterizando, todos os anos, por um contraste vertiginoso: de um lado, milhares de pessoas a se entregar aos mais imprevisíveis meios de diversão, de desafios a sua segurança e de uso de modernos meios de transporte; e, de outro lado, as notícias de acidentes que vitimam aqueles que procuram a alegria e encontram a morte, em geral, causada por acidentes fatais. E da expectativa de festa se provocam dias de tristeza e de luto. E dos sorrisos se passa às lágrimas.
Carnaval de Franca, neste ano, registrou logo na segunda noite, um acidente automobilístico, na rodovia Franca-Ibiraci, do qual resultou a morte de seus cinco passageiros, numa tragédia que as autoridades classificarão ou como imperícia ou fatalidade. No Comércio da Franca dos dias 3/4, pudemos ler a descrição: “Eles ocupavam um Monza cinza e, segundo as testemunhas, o motorista, Thiago Fernandes Correia, perdeu o controle do veículo ao tentar fazer uma ultrapassagem e caiu numa ribanceira de seis metros de altura”. A manchete deste jornal registrava, além disso, que o acidente ocorreu por volta das 4h40, madrugada portanto, depois de um baile em Ibiraci. O motorista “saiu pela esquerda, para fazer a ultrapassagem. Neste momento perdeu o controle do veículo”.
Não desejamos atribuir o trágico acidente à fatalidade, que está fora dos exames dos peritos legais, mas tudo indica que certas condições que envolveram o acidente poderiam ser analisados e, talvez, evitadas. Os técnicos dos escritórios de preparo dos motoristas que aspiram a dirigir seus carros os advertem de vários perigos. Dentre as advertências, há que exa-minar se a estrada está em bom estado de conservação; se o motivo da viagem é apenas de recreio; se não chove, e, se estiver chovendo, não se viaje; se o motorista é realmente experimentado em dirigir à noite, com ou sem chuva; se os pneus não estão “carecas”; e mais, se há previsão de combustível satisfatório e, afinal, o motorista está acostumado e viajar com caronas que não o perturbem. O bom motorista deve cuidar de se manter sempre prudente, longe dos excessos de velocidade, afastado de disputa de colegas. Graças a isso, defenderá sempre seu bolso e sua vida, pois o desrespeito a esses detalhes próprios da Fórmula 1 leva ao caminho da fatalidade e da morte.
As observações feitas acima não constituem novidade para nenhuma pessoa que possua e use pessoalmente seu carro: na verdade, presume-se que se preparou adequadamente para poder valer-se dessa maneira de usar a sua “máquina”, toda vez que precise locomover-se, quer para o trabalho quer para finalidades domésticas. O carro é - deve ser - um amigo, um auxiliar prestimoso, um companheiro permanente. Acidentes, porém, ocorrem quando algum cuidado ou providência do motorista, ou causa externa possível, impedem ou anulam os benefícios do veículo. No entanto, uma advertência se torna necessária: ninguém deve emprestar seu carro a outrem, piloto ou não. E isto, sem dúvidas, é o aviso que faltava.
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