Jepy é investigado por Conselho de Ética


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O vereador Jepy Pereira (PSDB) volta a ser alvo de investigação no Conselho de Ética da Câmara de Franca. Gilson Pelizaro (PT) representou contra ele na quarta-feira em razão da divisão do salário destinado à contratação de um assessor de gabinete entre duas pessoas. A conduta, assumida publicamente por Jepy, é ilegal e foi proibida pelo MP (Ministério Público) e pela Presidência da Casa. Se levado às últimas conseqüências, o tucano pode ter o mandato cassado pelos vereadores. O caso de Jepy já havia sido avaliado pelo Conselho, mas acabou arquivado, em 5 de outubro do ano passado, antes da conclusão do inquérito do MP e sem que dois dos três membros tivessem sequer lido o processo. A quebra de decoro, passível de punições, passou despercebida por todos. O arquivamento se deu apesar de Jepy assumir publicamente, em entrevistas gravadas à Rádio Difusora e ao Comércio e em depoimento ao MP que praticou a divisão. Um detalhe relevante é que outro vereador, Marcelo Mambrini (PMN), também acusado de quebra de decoro parlamentar, é alvo de uma Comissão Processante e pode ter seu mandato cassado, embora, ao contrário de Jepy, negue que tenha cometido a ilegalidade. Pelizaro, que compunha o Conselho que absolveu Jepy, disse que a decisão de pedir a reabertura do caso foi tomada após a divulgação da defesa de Mambrini, na qual o arquivamento do caso é contestado diversas vezes. “Não posso fazer vistas grossas, pois além da defesa houve as declarações do Valim (Marcelo, do PSDB) no mesmo sentido”, afirmou. DESDOBRAMENTOS Jepy parece não ter gostado da representação de Pelizaro e resolveu encontrar culpados para a atitude do petista. Na quinta-feira, em entrevista à rádio Hertz, afirmou que Pelizaro agiu em razão da pressão de “um jornal da cidade”, referindo-se ao Comércio. “Um determinado jornal da cidade foi questionando, foi apertando o Gilson de tal forma que ele chegou a mim e falou: olha Jepy, não tive outra saída. Você se defende lá”. A atitude, agora, poderá custar outra representação de Pelizaro, que nega as declarações, contra ele. Mais grave ainda: o caso poderá parar na Polícia Civil. “Se ele não se retratar, vou representar no Conselho de Ética e fazer um boletim de ocorrência para preservar os meus direitos. Se tem alguma questão pessoal dele, ele não tem que envolver meu nome”, disse Pelizaro. “Jamais tive essa conversa com ele”.

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