Com os bons resultados da Couromoda e o fim do Carnaval, é hora de trabalhar. Tradicionalmente, é nos meses de fevereiro e março que o ano realmente começa para as indústrias calçadistas. Neste período, a produção aumenta e as empresas abrem novas vagas.
Os dados do Caged (Cadastro de Empregados e Desempregados) confirmam a tendência. Em janeiro de 2007, a indústria abriu mil postos de trabalho na cidade. Em fevereiro, foram 1,3 mil e, em março, as contratações saltaram para 2,2 mil. A criação de vagas, garantem os calçadistas, é justamente o reflexo do aumento na produção.
Um ano depois, o cenário não deve ser diferente. Boa parte das indústrias não parou durante o Carnaval para conseguir atender aos pedidos. A previsão dos calçadistas é vender mais que no ano passado, principalmente para o mercado interno. “Fabricamos 3,8 mil pares/dia, queremos ampliar para 4,5 mil”, disse, otimista, Engler Augusto, gerente comercial da Calvest Calçados.
A Calvest não é a única. Luís Eduardo Pereira, responsável pelo setor de marketing da Free Way, disse que a empresa tem como meta uma expansão de 15% na produção, que hoje oscila entre 4 e 5 mil pares por dia. O foco principal das vendas será o mercado interno. “Vamos aproveitar o clima no Brasil, que este ano está mais frio e favorece a venda dos nossos produtos”.
O presidente do Sindicato das Indústrias, Jorge Donadelli, concorda que a expectativa dos industriais quanto ao aumento de vendas para o mercado interno é grande. “A expectativa de aumento de vendas é de 10%”, disse. Para sua empresa, Donadelli é ainda mais otimista. “Estamos projetando uma ampliação de 30% nos negócios, o que nos levará a aumentar a produção, que hoje é de 500 pares/dia, para 650. Acompanhando esse movimento, pretendemos contratar funcionários, mas vamos esperar para ter os resultados”.
Geraldo Ribeiro Filho, proprietário da Opananken, disse que espera um crescimento de vendas de 8 a 10% a partir de março, quando seus representantes voltam ao trabalho. Para o empresário, o aumento não será um reflexo natural do mercado. “Acredito que nossas vendas serão resultados de investimentos em qualidade dos nossos produtos”.
Colaborou Alex Arcanjoleto
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