O pivô Murilo disse no sábado pela manhã, no programa Mesa Redonda, da Rádio Difusora, que quer permanecer no Macabbi Tel Aviv, de Israel. Esse desejo do jogador não inviabiliza sua presença no Unimed/Franca. Ele não deve ser incorporado à equipe estrangeira neste primeiro semestre e por isso poderia defender o clube francano na Supercopa, a ser promovida pela ABCB (Associação Brasileira de Clubes de Basquete), a partir de março. É negociado um contrato de empréstimo com o clube israelense.
As bases dessa negociação não foram reveladas por ele durante o programa. "Deixei tudo na mão do meu agente", explicou. Quando jogou na Bulgária, pelo Lukoil, o Macabbi pagou 70% do salário e o clube búlgaro 30%. Murilo esquivou-se em dizer quanto recebe, confirmando apenas que o salário dele era pago em dólar. Especula-se US$ 25 mil.
O jogador brasileiro é cotado para assumir seu posto no Macabbi para ser o substituto do pivô croata Nicola Vujcic, que está há sete temporadas na equipe. Vujcic completará 30 anos em junho e tem 2,11 m.
Em férias no Brasil, Murilo contou durante o programa que ele e sua mulher, Carina Braga, em Sófia, na Bulgária, passaram por muitos momentos difíceis e também engraçados. "Fui o primeiro brasileiro a jogar no país. Muita pouca gente fala inglês e no supermercado tinha de fazer mímica", comentou, entre risos. O frio também não agradou o jogador. "Não tenho interesse em voltar para a Bulgária", afirmou.
Com o país europeu fora dos planos do pivô, o Brasil, e mais especificamente o Franca Basquete, pode ser o próximo destino durante os próximos quatro meses. A definição com relação ao empréstimo é esperada para ser dada nesta segunda-feira. (Rodolfo César)
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