Após mandar prender Adriana Telini, a Justiça negou o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil. A temporária vence neste sábado às 23h59. Com isto, a advogada, o noivo dela e a secretária vão deixar a cadeia hoje. Além disso, como não foi punida pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Telini pode continuar trabalhando normalmente em seu escritório a partir de segunda-feira.
A advogada havia sido presa na tarde do dia 31 de janeiro sob a acusação de envolvimento em um roubo de jóias avaliadas em R$ 120 mil. As vítimas foram assaltadas segundos após deixarem o escritório dela, na Rua Marechal Deodoro, Centro de Franca.
Policiais da DIG descobriram que um dos assaltantes era Robson de Souza Rocha, 19, o “Robinho”. No celular dele havia várias mensagens de Adriana Telini, o que, segundo a polícia, é um indício que a liga a ele e também ao roubo. Também foi apurado pela investigação que os assaltantes estavam diante do escritório da advogada antes mesmo da chegada das vítimas.
A Justiça foi avisada e decretou a prisão da advogada por cinco dias e, depois, por mais cinco. Anteontem, o delegado Márcio Murari ingressou com um pedido de prisão preventiva para que os acusados aguardassem presos ao julgamento. No início da noite de ontem, o juiz Paulo Sérgio Jorge Filho, da 1ª Vara Criminal, deu a sentença contrária. O promotor Cláudio Watanabe Escavassini havia seguido a mesma linha e não ofereceu denúncia. “As investigações não estão concluídas e algumas diligências ainda estão pendentes. Neste caso, é melhor que os acusados aguardem em liberdade”.
A decisão surpreendeu o delegado Márcio Murari. “Estou com a consciência tranqüila. Fizemos nossa parte e reunimos provas de que o assalto foi planejado pela advogada, pelo noivo e a secretária dela. Não vou mais pedir a preventiva deles. Agora, é com a Justiça”.
Enquanto a polícia lamenta, a defesa de Adriana Telini comemora. “Nunca deixamos de acreditar na Justiça, que colocou as coisas em seus devidos lugares. As mensagens no celular mostram uma relação de amizade entre ela e Robinho, mas não provam a ligação no assalto”, disse o advogado Rui Engrácia Garcia. Ele disse que sua cliente ficou aliviada ao tomar conhecimento da decisão judicial.
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