Na despedida, frango, polenta e paçoquinha


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Café às 7 horas, almoço às 11h e jantar às 17h30. Antes do jantar, um banho e, duas vezes por dia, direito a banho de sol. Esta é uma síntese do que foram os últimos dias da advogada Adriana Telini Pedro na cadeia de Batatais. Por ter curso superior, a advogada cumpriu a prisão temporária em uma cela especial. Como o prédio não dispõe dessa estrutura, ela ficou sozinha em uma cela, o que obrigou a direção da cadeia a tirar as outras cerca de 15 presas do xadrez e distribuí-las pelos outros cinco restantes. Com isso, 98 detentas dividem somente cinco celas, enquanto Adriana Telini fica sozinha em uma. É a única presa na cidade com curso superior. Há nove presas grávidas, entre elas a advogada, na unidade prisional, que tem capacidade para 30. Na cadeia de Batatais, as visitas são permitidas às quartas-feiras, das 13 às 16 horas, mas Adriana não recebeu ninguém na última quarta. São permitidas visitas de parentes de primeiro grau, inscritas numa listagem da cadeia. Apesar de ter direito ao banho de sol duas vezes por dia, ela não usou do benefício nenhuma vez desde que foi presa. Ontem, por exemplo, o almoço da advogada foi polenta com molho, frango, arroz, feijão, alface e, como sobremesa, paçoquinha. Assim como a de ontem, as marmitas de todos os dias pesam entre 600 e 900 gramas. O “menu” do café-da-manhã é composto de pão com manteiga, café e leite e, no jantar, há uma variação dos pratos do almoço. Segundo alguns agentes, que não quiseram ser identificados, ela é de poucas palavras. O convívio é considerado normal e a advogada é educada, tratando bem as demais detentas e funcionários.

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