É verão, e mesmo com chuva, a estação que deveria ser a mais quente do ano continua “pedindo” roupas leves e curtas. Mas para isso, uma regra básica prevalece: nada de exibir pernas brancas por aí. Existem diversas opções para se conseguir um bom bronzeamento, sem precisar gastar muito dinheiro.
Os apaixonados pelo sol não se importam em ficar estendidos horas e horas na areia da praia ou à beira da piscina. Nesse caso, duas recomendações médicas são importantes e devem ser obedecidas. O raio ultravioleta A, que pode causar o envelhecimento precoce da pele, age permanentemente sobre a pele. A única maneira de se proteger é usando o filtro solar, embora nenhum tenha eficácia 100% comprovada.
“Já o B, aquele que queima, é mais intenso das 10 às 16 horas. Por isso, deve-se evitar tomar sol nesse horário”, disse o dermatologista Aldo Fantini, membro da Associação Brasileira de Dermatologia. Vale lembrar que as pessoas que usam bronzeador devem sempre escolher aqueles que contenham filtro solar com fator de proteção a partir de 2.
Mas ao contrário do que muitos pensam, o sol não é um vilão. Responsável pela síntese de vitamina D no organismo, ele, na medida certa, fortalece os ossos, evita doenças na próstata, mama, pulmão e intestino, entre outros.
Muito usado por pessoas que não aguentam ficar expostas ao sol ou, por possuírem uma pele sensível, o bronzeamento artificial também é um recurso. São cerca de 70 lâmpadas emissoras de raios UVA que substituem a luz natural e bronzeiam sem queimar a pele, daí o segredo. Porém é preciso persistência para ver o resultado.
“Pessoas mais brancas geralmente precisam fazer entre oito e dez sessões; para outras, três resolvem. Elas duram cerca de 15 minutos e equivalem a quatro horas de sol”, disse a proprietária do salão de beleza Extremo Hábito, Golda Meier.
Em Franca, ao menos quatro salões oferecem esse serviço por R$ 15, em média, cada sessão.
O dermatologista consultado pela reportagem disse que o problema desse tipo de tratamento está no excesso. “De vez em quando tudo bem, mas o bronzeamento artificial feito seguidamente pode envelhecer a pele e até causar câncer”, esclareceu Fantini. Pelo risco, é contra-indicado para pessoas que tenham predisposição genética para o câncer e hipersensibilidade as radiações solares.
Gente com vontade para encarar as sessões de radiação não falta. Já ter coragem é outra história. A estudante Kamila Cristina Silva Santos, 18, (foto) está nessa situação. Como é morena, disse que as marcas de queimado de que tanto gosta não aparecem mesmo depois de horas sob o sol. O bronzeamento artificial é uma possibilidade. “Penso em fazer, mas ainda não me resolvi”.
Alternativa para as pessoas que dispensam o sol, mas não abrem mão da cor do verão e da praticidade são as loções ou sprays auto bronzeadores. À base de hidroxiacetona, eles apenas colorem a pele. O problema é que, se o produto não for bem aplicado, pode manchá-la. No mercado existem ainda os produtos foto-sensibilizantes. Muitos deles, contra-indicados por serem perigosos, representam risco de queimaduras pelo corpo, alertou o dermatologista Sérgio Tasso.
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