Sujeira, entulhos e sobras de couro tomam conta da Rio Negro e Solimões


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Entulho e mato tomam conta de trecho da Rio Negro e Solimões; descaso e abandono na Rodovia
Entulho e mato tomam conta de trecho da Rio Negro e Solimões; descaso e abandono na Rodovia
Quem passa pela rodovia SP-336, a Rio Negro e Solimões, depara-se com buracos e “costelas-de-vaca” por todo o trecho sem pavimentação da via. Este é, no entanto, apenas parte do problema. Por uma extensão de pelo menos três quilômetros, lixo se mistura à vegetação às margens da rodovia e causa uma desagradável impressão de abandono. São pneus, roupas, garrafas de plástico, tábuas de madeira, vidros, restos de construção, colchões e até mesmo sobras de couro. O que mais impressiona é que o lixo não está acumulado em um lugar específico. Os cerca de 80 pneus verificados ontem pela reportagem do Comércio se espalhavam por até um quilômetro, muitos deles no meio da rodovia. Um deles, inclusive, servia de casa a um pequeno cachorro, que dormia tranqüilamente sob o sol da manhã. A placa em que se expressa a proibição de se jogar entulho no local foi totalmente ignorada. Mesmo em sua base, havia lixo. O descaso, de acordo com relatos, não é recente. O administrador de fazenda Valdivino Vicente, 69, diz que passa pelo local três vezes por dia e diz que a sujeira é permanente. “Faz mais de mês que estes pneus estão aqui. As outras sujeiras tão sempre aqui”. Ele comenta que o DER (Departamento de Estrada e Rodagem) vai ao local para fazer limpeza, mas disse que não sabe ao certo quando foi a última vez que a equipe esteve na rodovia. “Agora faz tempo que eu não vejo. Se eu tivesse visto, já teria falado com eles. A estrada está desamparada”. Valdivino diz que faz o que pode para melhorar o aspecto da rodovia ao limpar as proximidades da fazenda em que trabalha, a poucos metros da sujeira. “Lá na minha parte está zelada, pode ver, não tem nada de lixo”. O administrador aponta que, além da questão visual, a sujeira ameaça quem passa por ali de outras formas. “O pneu está cheio de água, pode criar mosquito da dengue, não pode ficar assim”. O grande problema, salienta Valdivino, é descobrir quem joga lixo no local. “Você não vê quem joga. É durante o dia, a noite, mas ninguém vê”.

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