Obras de quase R$ 2 mi estão paradas


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Juntas, as Prefeituras de Patrocínio Paulista e Ibiraci (MG) gastaram quase R$ 2,5 milhões com obras que hoje estão paralisadas. São construções que começaram em governos passados e, por falta de dinheiro ou por discordâncias com o projeto, não tiveram seqüência nas administrações seguintes. Em Patrocínio Paulista, a obra em questão é o Ginásio de Esportes, projetado para ter 2.666 metros quadrados de área. No local, deveriam ser erguidos quadra, arquibancada, banheiros, vestiários e almoxarifado. Mas, três anos depois, a construção, que já teria consumido mais R$ 1,3 milhão (segundo cálculos da atual administração), é apenas um enorme buraco cercado por muros no Bairro Marumbé. O mato tomou conta do canteiro de obras e, aos poucos, o muro está caindo. “Essa foi uma obra herdada da antiga administração. Não é nossa prioridade e, por isso, não há previsão de quando vamos terminá-la”, disse o chefe de administração, Marcos Ferreira. Para finalizar o empreendimento, a prefeitura teria que desembolsar outros R$ 2 milhões. Em Ibiraci, a obra paralisada é a do novo hospital municipal. Segundo o ex-prefeito, Tonin Garcia (PT), que iniciou a construção, já foi investido mais de R$ 1 milhão para construir o prédio com 44 leitos. À época do início da construção, Toninho dizia ser sua intenção terminá-la antes do fim de seu mandato, em 2004. O atual prefeito de Ibiraci, Ismael Cândido Silva (PT), afirma que estão sendo executados pequenos reparos na obra, mas não pode fazer muito uma vez que a Câmara de Vereadores abriu uma auditoria para saber o quanto realmente foi gasto no local e se houve superfaturamento. Também será levantado quanto seria necessário para terminar. A previsão é que seja mais de R$ 1 milhão. Atualmente o prédio está concluído, mas faltam todos os acabamentos e a instalação elétrica. O atual prefeito disse ainda que, se a obra for retomada, será preciso fazer ajustes no projeto. “O nosso hospital atual tem 23 leitos e dificilmente usamos mais de sete. No novo, são mais de 40 quartos”, disse o prefeito. O ex-prefeito justificou a construção do novo hospital dizendo que o atual funciona em uma casa adaptada. “A cidade precisava de um hospital para atender moradores de outras cidades”, disse. Franca também tem sua grande obra parada. O prédio que abrigaria a Secretaria Estadual da Fazenda foi paralisado há mais de dez anos. Em outubro do ano passado, o prédio foi doado para a Justiça Federal que não soube informar quando as obras serão retomadas. O juiz Marcelo Marques disse ainda que não há informações de quanto seria necessário investir para terminar a obra. Colaborou Alex Arcanjoleto

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